Conflito na Ucrânia deve limitar abastecimento de alimentos e aumentar fome
BR

4 março 2022

Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Fida, explica que a crise no país pode causar aumento de preços e escalada da fome; região é responsável por 12% das exportações de calorias alimentares globais e 40% da produção ucraniana abastece países com graves problemas de fome.

O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, Fida, alertou que o conflito na Ucrânia pode limitar o abastecimento de alimentos básicos, como trigo, milho e óleo de girassol.

O presidente da entidade, Gilbert F. Houngbo, explica que o problema pode levar a um aumento de preço dos insumos e gerar uma escalada da fome, ameaçando a segurança alimentar mundial.

Trator trabalhando na colheitas de trigo em Marneuli, Geórgia
FAO/Vladimir Valishvili
Trator trabalhando na colheitas de trigo em Marneuli, Geórgia

Sistema alimentar global

No alerta, o chefe do Fida explica que o Mar Negro possui um importante papel no sistema alimentar global, exportando pelo menos 12% das calorias alimentares comercializadas no globo.

Ainda de acordo com ele, 40% das exportações de trigo e milho da Ucrânia vão para o Oriente Médio e a África, que já sofrem com a fome. Ali, “mais escassez de alimentos ou aumentos de preços podem levar à agitação social”.

Gilbert F. Houngbo lembra que atualmente, 10% da população mundial não tem o suficiente para comer. Além disso, os impactos de eventos climáticos extremos e da pandemia de Covid-19 levaram outros milhões à pobreza e à insegurança alimentar.

Região do Mar Negro possui um importante papel no sistema alimentar global
FAO/Danfung Dennis
Região do Mar Negro possui um importante papel no sistema alimentar global

Consequências catastróficas

Para ele, a continuação do conflito na Ucrânia além de uma tragédia para os diretamente envolvidos, será catastrófica para o mundo inteiro e “particularmente para aqueles que já lutam para alimentar suas famílias”.

A agência da ONU afirma que está empenhado em continuar seu trabalho para aumentar a autossuficiência alimentar e a resiliência dos países mais pobres do mundo, mas destaca que será difícil mitigar os impactos globais desta crise.

Houngbo acredita que o fim do conflito é a única solução.

 

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