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Rússia veta resolução do Conselho de Segurança condenando ofensiva à Ucrânia BR

Uma visão geral da reunião de emergência do Conselho de Segurança sobre a Ucrânia.
UN Photo/Evan Schneider Reunião de emergência do Conselho de Segurança sobre a Ucrânia

Rússia veta resolução do Conselho de Segurança condenando ofensiva à Ucrânia

Paz e segurança

Texto recebeu 11 votos a favor, três abstenções e um voto contra (o da Rússia), que tem poder de veto. O Brasil votou a favor do texto.

O Conselho de Segurança da ONU rejeitou a resolução redigida pelos Estados Unidos e pela Albânia condenando a ofensiva da Rússia à Ucrânia.

O texto recebeu 11 votos a favor, três abstenções incluindo China e Índia, e um voto contra: o da Rússia, que tem poder de veto.

O embaixador brasileiro Ronaldo Costa Filho está ao lado da bandeira do Brasil em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU em Nova York.
Missão do Brasil na ONU O embaixador brasileiro junto às Nações Unidas, Ronaldo Costa Filho, destacou que O país trabalhará para melhorar a eficiência e a coerência das operações de manutenção da paz e missões políticas

Brasil

O Brasil, que integra o Conselho desde 1 de janeiro deste ano, apoiou o texto. Antes da votação, o embaixador do país, Ronaldo Costa Filho, disse que a missão do Conselho de buscar a paz deve continuar.

Segundo o embaixador do Brasil, a ação militar vai minar a fé na lei internacional e colocar milhões de pessoas em perigo. Para o Brasil, a missão do Conselho de Segurança não acabou. Ele pediu o fim imediato da ofensiva.

No documento, os países-membros ressaltavam as obrigações de todos com a Carta da ONU e o Artigo 2 sobre se abster de ameaças ou uso da força contra a integridade territorial e independência política de qualquer Estado e de resolver disputas internacionais por meios pacíficos.

Uma idosa ucraniana está em frente a um prédio destruído pela guerra na Ucrânia, em 2022.
Foto: Danish Red Cross/Jakob Dall Mulher onde já foi um jardim de rosas na Ucrânia.

Acordos de Minsk

O Conselho de Segurança é o órgão máximo da ONU para a manutenção da paz e da segurança internacionais, como prevê a Carta. O texto mencionava que a Resolução 2202, de 2015, que pede a todas as partes que implementem, inteiramente, o “pacote de medidas para implementação dos Acordos de Minsk”, incluindo o cessar-fogo abrangente do Protocolo de Minsk de 5 de setembro de 2014 e o Memorando de Minsk de 19 de setembro de 2014.

A resolução também endossava o chamado do secretário-geral à Federação Russa para parar com a ofensiva contra a Ucrânia, e condenaram a declaração de 23 de fevereiro pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, sobre uma “operação militar especial” na Ucrânia.

O projeto de resolução expressava grave preocupação com relatos de feridos e mortos na ofensiva e classificou a situação na Ucrânia como uma ruptura da paz e segurança internacionais, na agressão cometida pela Rússia.

Ameaça ilegal

Com base no Capítulo 7 da Carta da ONU, o texto reafirmava o compromisso com a soberania, independência, unidade e integridade territorial da Ucrânia dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas.

O texto afirmava que a Rússia deve, imediatamente, cessar o uso da força na Ucrânia e se abster de qualquer ameaça ilegal ou uso da força contra um país-membro da ONU.

A resolução decidia que a Rússia, deve ainda, retirar imediatamente e de forma incondicional e inteira todas as suas forças militares do território ucraniano dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas.
 

Uma mulher de casaco vermelho está em pé em uma escola destruída em Krasnohorivka, região de Donetsk, Ucrânia.
Foto: © UNICEF/Ashley Gilbertson Mulher em escola destruída após ataque a bomba em Donetsk, Ucrânia.

Donetsk e Luhansk

O texto da resolução condenou a decisão da Federação Russa em 21 de fevereiro relacionada ao status de certas áreas das regiões de Donestsk e Luhansk, na Ucrânia, como uma violação da integridade territorial da soberania da Ucrânia e inconsistente com os princípios da Carta das Nações Unidas.

Pela resolução, o Conselho pediria a todas as partes que permitissem e facilitassem o acesso rápido, livre e seguro da assistência humanitária para todos que precisam dela na Ucrânia, que protejam os civis incluindo os trabalhadores humanitários e as pessoas em situação de vulnerabilidade incluindo as crianças e respeitem os seus direitos.

Direitos humanos

No texto, endossado pelos 11 países-membros,  condenava-se as violações do direito humanitário internacional e instava-se a todos a respeitar estritamente as provisões da lei humanitária internacional incluindo as Convenções de Genebra de 1949, a lei internacional de direitos humanos, como apropriado.


A resolução saudava e instava a continuação de esforços pelo secretário-geral, países-membros e pela Organização para Segurança e Cooperação na Europa, Osce, e outras entidades regionais e internacionais, para apoiar a redução da escalada da situação atual e os esforços da ONU em responder à crise humanitária e de refugiados que a agressão da Federação Russa criou.

Apesar de ser endossado por 11 países incluindo Albânia, Brasil, Reino Unido, Estados Unidos, Noruega e México, a resolução não pode ser aprovada porque a Rússia, que é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, vetou o projeto de resolução.