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Instituições financeiras devem evitar violações de direitos humanos BR

Instituições financeiras de desenvolvimento bilaterais e multilaterais devem garantir que seus projetos não violem os direitos humanos
EQUIS Justicia para las mujeres/Scopio
Instituições financeiras de desenvolvimento bilaterais e multilaterais devem garantir que seus projetos não violem os direitos humanos

Instituições financeiras devem evitar violações de direitos humanos

Direitos humanos

Relatório do Escritório de Direitos Humanos da ONU aponta que alguns projetos têm causado danos sociais e ambientais; iniciativas devem evitar contribuir com planos que ferem direitos fundamentais; vítimas têm de ser indenizadas.

As instituições financeiras de desenvolvimento bilaterais e multilaterais devem garantir que seus projetos não violem os direitos humanos. E no caso de abusos, as vítimas precisam receber reparações.

A avaliação é do Escritório de Direitos Humanos da ONU num relatório publicado nesta quarta-feira.

Michelle Bachelet chamou a atenção para  a restrição contínua do espaço de discussão ou crítica de políticas
ONU/Antoine Tardy
Michelle Bachelet chamou a atenção para a restrição contínua do espaço de discussão ou crítica de políticas

Resultados

De acordo com o estudo, as iniciativas apoiadas pelas instituições financeiras geralmente têm bons impactos sociais e ambientais, mas uma parcela causa danos e os afetados não têm acesso a reparações.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, afirmou que deve haver consequências para os prejuízos causados.

A líder do Escritório de Direitos Humanos adiciona que os clientes que financiam e implementam projetos, bem como países, também devem ser responsáveis por respeitar os direitos humanos e não somente as instituições financeiras.

Para Bachelet, todos podem ajudar a garantir que a reparação esteja no centro desses processos. Segundo ela, “se você contribui para o dano, deve contribuir para remediar”.

Relatório

O relatório diz que um compromisso mais forte e abordagens mais proativas e robustas para garantir remediações ajudariam as instituições financeiras a evitar causar ou contribuir para violações de direitos humanos.

O documento incentiva a implementação consistente e eficaz de reparações, observando que isso pode ser feito de muitas formas, incluindo restituição, compensação, reabilitação, satisfação e garantias de que o erro não se repetirá.

Com base nos Princípios Orientadores da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos, o relatório oferece recomendações e critérios para ajudar as instituições financeiras de desenvolvimento a avaliar como e quando devem contribuir com as remediações.