FMI revela que nos EUA e Reino Unido, faltam profissionais para ocupar vagas de trabalho
BR

24 janeiro 2022

Levantamento do Fundo Monetário Internacional traz algumas explicações, incluindo subsídios generosos; mães de crianças pequenas que saem do mercado de trabalho devido ao encerramento das escolas durante a pandemia e profissionais mais velhos que decidem se aposentar mais cedo. 

Uma pesquisa do Fundo Monetário Internacional, FMI, aponta que dois anos após o início da pandemia de Covid-19, existem muitas vagas de trabalho em economias avançadas, mas muitos profissionais ainda não retomaram suas funções na totalidade.

O levantamento do FMI é baseado em exemplos dos Estados Unidos e do Reino Unido, onde a taxa de emprego está abaixo dos índices pré-Covid. Nesses dois países, muitas pessoas estão se demitindo.

Quatro razões 

Maioria dos desempregados são mulheres
OIT/Marcel Crozet
Maioria dos desempregados são mulheres

O FMI detalha que tanto nos EUA como no Reino Unido, a recuperação do mercado de trabalho continua incompleta e abaixo do nível da era pré-pandêmica. Com a nova onda de casos devido à variante Ômicron, a tendência pode durar mais tempo do que o esperado. 

A pesquisa do FMI apresenta quatro explicações sobre porque muitos postos de trabalho não foram preenchidos nos Estados Unidos e no Reino Unido. Existem profissionais que receberam “subsídios generosos” durante a pandemia, o que afetou a vontade de muitos em procurar trabalho e conseguir emprego. 

Outro fator está relacionado com a incompatibilidade entre os tipos de empregos disponíveis e a vontade das pessoas em se candidatarem a essas vagas. No caso das mulheres, o FMI menciona as mães de crianças menores de cinco anos que ficaram sem escola devido à pandemia, com muitas profissionais optando por deixar seus empregos.

Aposentadoria precoce 

Inovação pode aumentar riscos à segurança no trabalho
© OIT/Jean‐Pierre Pellissier
Inovação pode aumentar riscos à segurança no trabalho

O quarto motivo envolve trabalhadores mais velhos, que decidiram sair do mercado de trabalho. 
O FMI teme que se a tendência continuar, haverá sérias implicações para o crescimento, a desigualdade e a inflação. Apesar da aposentadoria precoce ou falta de creches para as crianças serem apontadas como motivos para profissionais não retornarem aos seus postos de trabalho, o FMI nota que um padrão em comum nos EUA e Reino Unido: a maior parte das vagas disponíveis são em funções onde poucas habilidades são necessárias e a taxa de emprego nesse casos continua abaixo dos níveis pré-2020. 

O aumento das demissões voluntárias, conhecidas como “a grande renúncia”, é maior também entre empregos pouco qualificados. Para reverter a situação, o FMI recomenda mais programas de treinamento profissional e no caso específico dos Estados Unidos, ampliação das oportunidades de vagas em creches e pré-escolas. 

 

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