No Conselho de Segurança, Brasil hasteia bandeira e promete “trabalho bem feito”
BR

4 janeiro 2022

Embaixador Ronaldo Costa Filho fala de atuação para beneficiar a todos; cerimônia também marcou entrada de Albânia, Gabão, Gana e Emirados Árabes Unidos passando a ocupar assentos não permanentes do órgão. 

As Nações Unidas receberam os cinco novos países que passam a integrar o Conselho de Segurança no próximo biênio.  

Na cerimônia realizada esta terça-feira na entrada do órgão, o Brasil hasteou a bandeira nacional, assim como Albânia, Gabão, Gana e Emirados Árabes Unidos. 

Mediação 

A meta da única nação de língua portuguesa no atual mandato, o 11º da história do país, é privilegiar a prevenção e a mediação para evitar conflitos e sua escalada.  

Em discurso, o embaixador brasileiro nas Nações Unidas, Ronaldo Costa Filho, destacou ainda que o país trabalhará para melhorar a eficiência e a coerência das operações de manutenção da paz e missões políticas.  

Para ele, outra prioridade será defender “a necessidade de aprimorar o papel” das Comissões das Nações Unidas para a Consolidação da Paz em situações de pós-conflito.  Atualmente, o Brasil lidera a estratégia da Guiné-Bissau. 

Entre as maiores apostas da diplomacia brasileira no novo mandato estão “melhorar a transparência e a responsabilidade do Conselho para com os membros da ONU em geral”. 

Oportunidades 

Costa Filho destacou que o país será orientado pelo “princípio de que as questões de interesse universal devem ser tratadas de uma maneira que respeite as oportunidades de participação de todos”. 

O diplomata disse esperar que com independência e equilíbrio, o Brasil possa contribuir para completar algumas das lacunas que persistem na resolução de conflitos, bem como para um Conselho mais eficiente e legítimo. 

Vizinhos  

O Brasil ainda tem em sua agenda a promoção da paz e segurança internacionais, com o reforço do sistema de segurança coletiva, como prevê o mandato do órgão e dita a Carta da ONU. 

O Brasil destacou ter chegado ao órgão como uma “democracia vibrante, em que a prevalência dos direitos humanos e a resolução pacífica de conflitos são princípios constitucionais” norteando as relações internacionais. Ele destacou ainda a situação de paz mantida “com todos os seus 10 países vizinhos há mais de 100 anos”. 

O país totaliza duas décadas como membro eleito do Conselho. Para o diplomata a situação confere “vantagem para enfrentar os desafios complexos e multifacetados nos próximos dois anos.” 

 

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