OMS nas Américas investe em políticas contra uso desordenado de substâncias BR

A iniciativa da Opas valerá para Colômbia, Panamá, Equador, Jamaica, Costa Rica e Guiana
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A iniciativa da Opas valerá para Colômbia, Panamá, Equador, Jamaica, Costa Rica e Guiana

OMS nas Américas investe em políticas contra uso desordenado de substâncias

Saúde

Apenas uma em oito pessoas, que precisam, recebe o tratamento; proposta dará apoio técnico a países como Colômbia, Costa Rica, Equador, Guiana, Jamaica e Panamá; 83 milhões de pessoas usaram substâncias controladas na região.

A Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, lançou um projeto para dar suporte técnico a países que investem em políticas de combate ao abuso de substâncias controladas.

Um estudo do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc, revela que 83 milhões de pessoas nas Américas, este ano, usaram substâncias como maconha, opioides, cocaína, anfetaminas e outros estimulantes.

A agência da ONU lembra que pessoas que sofrem de abuso e desordens no uso de substância geralmente enfrentam preconceito, estigma e isolamento social
Unsplash/Cristian Newman
A agência da ONU lembra que pessoas que sofrem de abuso e desordens no uso de substância geralmente enfrentam preconceito, estigma e isolamento social

Respostas

A iniciativa da Opas valerá para Colômbia, Panamá, Equador, Jamaica, Costa Rica e Guiana. Ali, a parceria quer melhorar a capacidade nacional para desenvolver e implementar respostas de saúde e social que combatam o problema.

Para 2030, se nada for feito, a agência da ONU prevê um total de 87 milhões de pessoas utilizando essas drogas, especialmente em países de rendas baixa e média.

O projeto da Opas “Cuidado Universal de Saúde para Desordens no Uso de Substâncias na América Latina e no Caribe” durará 18 meses. O foco é o treinamento de agentes de saúde e assistentes sociais.

Um dos conselheiros da Opas na área, Luiz Alfonzo, disse que a ideia é construir uma estrutura para formular, implementar e avaliar as políticas e programas, mas utilizando uma abordagem de saúde pública.

Unodc revela que 83 milhões de pessoas nas Américas, este ano, usaram substâncias como maconha, opioides, cocaína, anfetaminas e outros estimulante
Opas/OMS
Unodc revela que 83 milhões de pessoas nas Américas, este ano, usaram substâncias como maconha, opioides, cocaína, anfetaminas e outros estimulante

Grupos em risco

As atividades de treinamento são centradas em melhorar o trabalho dos agentes de saúde na hora de identificar essas substâncias, desordens e sugerir uma ação rápida para melhor gerir os grupos em risco com políticas apropriadas.

O projeto também quer fortalecer a cooperação entre as agências de controle de drogas e nacionais de saúde nos países que participam. Como os cursos são oferecidos por internet, existe uma grande chance de troca de informações e cooperação desses agentes.

A agência da ONU lembra que pessoas que sofrem de abuso e desordens no uso de substância geralmente enfrentam preconceito, estigma e isolamento social. Alguns também morrem de forma prematura. Em todo o mundo, apenas uma em cada oito pessoas que precisam de tratamento, recebe o apoio.

O projeto é financiado pelo Departamento de Estado americano e alinha-se à estratégia da Opas
Opas/Karen González
O projeto é financiado pelo Departamento de Estado americano e alinha-se à estratégia da Opas

Pandemia

Um outro problema foi a pandemia que aumentou a pressão sobre os usuários dessas substâncias, que agora enfrentam riscos ainda maiores. 

O chefe da Unidade de Saúde Mental e Uso de Substância, Renato Oliveira e Souza, contou que existe uma relação entre esse uso e a probabilidade de a pessoa desenvolver complicações pela Covid-19. 

O projeto é financiado pelo Departamento de Estado americano e alinha-se à estratégia da Opas para redução do uso e ações para prevenção, tratamento, diagnóstico, cuidado, recuperação, reabilitação e medidas de reintegração social.

A agência da ONU também quer fortalecer formas de lidar com os problemas gerados pelo uso desordenado de substância fomentando maior cooperação com parceiros como a Comissão Interamericana para Controle do Abuso de Droga da Organização dos Estados Americanos, OEA.