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Embaixador na ONU diz que Brasil quer mais mulheres nas forças de paz BR

Uma militar de manutenção da paz da Eslováquia, vestindo uniforme da ONU e boina azul, está em uma paisagem desértica com um veículo Ford Ranger da ONU ao fundo.
Unficyp/Katarina Zahorska Embaixador citou prêmios que o Brasil recebeu das Nações Unidas por dois anos seguidos, o Defensora Militar da Igualdade de Gênero

Embaixador na ONU diz que Brasil quer mais mulheres nas forças de paz

Paz e segurança

Ronaldo Costa Filho falou à ONU News sobre o desafio de recrutar mais militares femininas para as Forças Armadas e policiais no país; na ONU, ele citou prêmios recebidos por boinas-azuis brasileiras que defendem igualdade de gênero nas casernas e fora delas. 

Em entrevista à ONU News, o embaixador do Brasil nas Nações Unidas, Ronaldo Costa Filho, afirmou que o país entende que a participação feminina é fundamental não só nas operações de paz, mas também em todos os setores. 

Na frente militar, Costa Filho citou os prêmios que o Brasil recebeu das Nações Unidas por dois anos seguidos, o Defensora Militar da Igualdade de Gênero, pelo trabalho feito por duas mulheres brasileiras na Missão da ONU na República Centro-Africana, Minusca, em proteger mulheres e crianças da violência.  

Representatividade 

Uma delas é a capitã de fragata da Marinha Brasileira, Márcia Braga. Ao relembrar a distinção, o embaixador reiterou que as mulheres fazem a diferença nas missões de paz. 

“O que demonstra que elas têm um papel importante a prestar. Eu cito a facilidade que as mulheres têm para se aproximar e estabelecer um diálogo mais aberto e transparente com as comunidades locais afetadas. Então, as mulheres sim têm um papel muito importante a prestar neste lado.” 

Ronaldo Costa Filho, embaixador do Brasil, durante entrevista em um estúdio.
ONU News Ronaldo Costa Filho é o novo embaixador do Brasil nas Nações Unidas.

Além da questão militar, as mulheres ainda se destacam, de forma estratégica, na intermediação de conflitos. Segundo o embaixador, o Brasil está comprometido em alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 5, que busca a igualdade de gênero. 

Ainda assim, Costa Filho afirma que existem desafios para aumentar a representatividade feminina na área, já que a quantidade de mulheres trabalhando no Exército ainda é pequena. 

“O Brasil tem um programa nacional de mulheres paz e segurança que foi renovado em 2019 que visa aumentar a participação [feminina]. Não é fácil porque a participação de mulheres, no caso do Brasil, nas Forças Armadas e nas forças policiais ainda é minoritária. Então, não temos ainda um contingente com o qual colaborar plenamente. Mas o esforço nacional é de aumentar essa participação, tanto militar, policiais quanto na área civil.” 

Soldados de paz da ONU no Sudão do Sul atravessam uma área alagada enquanto escoltam mulheres locais para coletar lenha.
Unmiss Embaixador citou prêmios que o Brasil recebeu das Nações Unidas por dois anos seguidos, o Defensora Militar da Igualdade de Gênero

O Brasil liderou missões de paz da ONU incluindo no Haiti, de 2004 a 2017, e atualmente possui boinas-azuis em nove áreas.  

De acordo com o Ministério da Defesa, mais de 30 mil homens e mulheres já participaram das operações de paz. 

Desde 2015, o Brasil comanda a Missão de Estabilização da Organização das Nações Unidas na República Democrática do Congo, Monusco, com um general brasileiro.