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OMS: vacinas protegem casos graves de Covid-19 de forma eficaz até 6 meses BR

Imunizantes da Janssen podem ser usadas para reforço entre 2 e 6 meses após dose única
© UNICEF/Ismael Taxta
Imunizantes da Janssen podem ser usadas para reforço entre 2 e 6 meses após dose única

OMS: vacinas protegem casos graves de Covid-19 de forma eficaz até 6 meses

Saúde

Segundo Organização Mundial da Saúde, OMS, a proteção fica mais fraca a partir do primeiro semestre da completa imunização; imunizantes da Janssen podem ser usadas para reforço entre 2 e 6 meses após dose única; variante Ômicron foi reportada em 57 países, mas Delta segue predominante; Américas e África querem aumentar número de vacinados.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, afirmou na quinta-feira que as vacinas disponíveis contra a Covid-19 são eficazes, em casos mais graves da doença, por até seis meses após a segunda dose – ou dose única, dependendo do fabricante.

Depois disso, a eficácia pode ser reduzida, especialmente em pessoas acima de 65 anos e com condições médicas.

Ômicron foi reportada em 57 países, mas Delta segue predominante
OMS/Iran
Ômicron foi reportada em 57 países, mas Delta segue predominante

Ômicron

As informações foram divulgadas pela OMS num encontro com a imprensa, que também informou sobre a Ômicron. Vários estudos analisam a atuação das vacinas contra a nova cepa.

De acordo com diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, a expectativa é que o número de casos siga subindo, embora as evidências mostrem que os efeitos são mais leves do que os causados pela Delta, ainda predominante.

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Janssen

A OMS afirma que a vacina Janssen, de dose única, é eficaz para fornecer imunidade total. No entanto, para os países que decidirem utilizar uma dose de reforço, a recomendação é que seja administrada de dois a seis meses após a primeira. 

De acordo com a entidade, para melhores resultados, a segunda dose deve ser aplicada o mais tarde possível dentro desse período, especialmente em pessoas acima de 65 anos.

Américas 

Já a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, informa que seis países já registraram casos da nova variante. A diretora da agência, Carissa Etienne, conta que há uma corrida para que 20 países atinjam a marca de 40% de imunizados até o final do ano. 

Mais de 780 mil novas infecções e cerca de 10,9 mil mortes foram relatadas nas Américas na semana passada. Até agora, 55% dos latino-americanos e caribenhos, completaram a imunização. Em algumas nações incluindo Guatemala, Haiti, Jamaica e São Vicente e Granadinas, a cobertura permanece muito menor.

África

De acordo com o escritório da OMS na África, o continente possui 46% dos quase mil casos de Ômicron. 

Até agora, 10 países no continente notificaram casos. A entidade criticou as proibições de viagens em mais de 70 nações para diversos destinos africanos, inclusive alguns que não relataram nenhum caso de Ômicron.

A África recebeu até agora mais de 372 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 e administrou 248 milhões. 

O número representa apenas 3% dos 8,2 bilhões de doses aplicadas em todo o mundo. 

De acordo com a OMS, o ritmo da vacinação aumentou nos últimos meses, mas apenas 7,8% da população estão totalmente vacinados.