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Para Guterres, união é crucial para reverter polarização das sociedades BR

Um grupo de crianças e adultos, identificados como refugiados ruandeses, está sentado em um terreno seco e lamacento em um acampamento, com tendas brancas ao fundo. Um menino em primeiro plano olha para a câmera.
Foto: ONU/J. Isaac Discriminação étnica ou racial muitas vezes leva a guerras, como no caso do genocídio em Ruanda, em 1994.

Para Guterres, união é crucial para reverter polarização das sociedades

Direitos humanos

Secretário-geral participa nesta quinta-feira de evento virtual sobre o Dia Internacional de Comemoração e Dignidade das Vítimas do Genocídio; segundo chefe das Nações Unidas, prevenir atrocidades do tipo depende de toda a sociedade estar unida nos princípios da igualdade e da dignidade. 

As Nações Unidas realizam, nesta quinta-feira, uma cerimônia virtual para marcar o Dia Internacional em Comemoração e da Dignidade das Vítimas do Crime de Genocídio e da Prevenção deste Crime. 

Este dia 9 de dezembro é também o aniversário de 73 anos da Convenção da ONU sobre Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, que foi o primeiro tratado de direitos humanos adotado pela Assembleia Geral, em 1948. 

Nunca mais  

Uma placa comemorativa do Genocídio contra os Tutsi em Ruanda, em 1994, rodeada de flores, num evento memorial em Genebra.
Foto ONU/Violaine Martin Um monumento em memória do genocídio de 1994 contra os tutsis em Ruanda é inaugurado nas Nações Unidas em Genebra.

A “Convenção do Genocídio” oficializa o compromisso da comunidade internacional em “nunca mais” permitir a prática, além de fornecer a primeira definição internacional legal sobre genocídio.  

O secretário-geral das Nações Unidas fará um discurso no evento virtual, marcado para começar às 11h, hora local em Nova Iorque. Segundo António Guterres, “prevenir o genocídio envolve toda a sociedade” e para ele, “é crucial unir forças para defender os princípios da igualdade e da dignidade humana e para reparar fissuras e a polarização tão predominantes nas sociedades de hoje”.  

Assassinatos e danos deliberados   

Um grupo diversificado de jovens levanta os braços para segurar velas brancas em uma vigília. Um grande logotipo de cor clara é projetado na parede atrás deles.
ONU/Violaine Martin As Nações Unidas marcam este 9 de dezembro o Dia Internacional de Comemoração e Dignidade das Vítimas do Crime de Genocídio e da Prevenção deste Crime.

A Convenção do Genocídio define como genocídio quaisquer “atos cometidos com a intenção de destruir grupos nacionais, étnicos, raciais ou religiosos”, incluindo “assassinar integrantes do grupo; causar sérios danos físicos ou mentais e impor medidas para prevenir, de forma intencional, nascimentos dentro do grupo”.  

A convenção das Nações Unidas confirma que o genocídio, independente de ser cometido em tempos de paz ou de guerra “é um crime sujeito à lei internacional”, sendo que os países têm a responsabilidade primária em prevenir e acabar com o genocídio.