Dia Internacional alerta para formas contemporâneas de escravidão
BR

2 dezembro 2021

Data marca Abolição da Escravidão, as Nações Unidas também destacam vulnerabilidade das mulheres e crianças, especialmente no contexto da pandemia de Covid-19; estima-se que mais de 40 milhões de pessoas sejam vítima de escravidão; três em cada quatro são mulheres e meninas.

No Dia Internacional para a Abolição da Escravidão, marcado em 2 de dezembro, as Nações Unidas chamam a atenção para as novas formas de escravidão e o risco para mulheres e crianças.

De acordo com o Escritório de Direitos Humanos da ONU, a pandemia de Covid-19 elevou o número de pessoas nessa situação, deixando-as ainda mais vulneráveis.

Memorial sobre a escravidão em Stone Town em Zanzibar, Tanzânia.
Foto: Israa Hamad
Memorial sobre a escravidão em Stone Town em Zanzibar, Tanzânia.

Crianças

Segundo dados do Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, e da Organização Internacional do Trabalho, OIT, quase 80 milhões de crianças entre 5 e 17 anos foram submetidas a trabalhos perigosos, considerados uma forma contemporânea de escravidão.

Para as agências, o alto número é resultado da recessão econômica e do fechamento de escolas, durante a pandemia. Outro alerta é para o aumento no recrutamento forçado de crianças por grupos armados e criminosos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, reafirmou que submeter pessoas a trabalhos escravos é crime e viola os direitos humanos.

Para ele, por causa da pandemia, é preciso ficar mais vigilante para o problema, que muitas vezes “se esconde à vista de todos”.

Exposição “Selva de Arte de Rua” reúne obras de artistas de rua de 13 países sobre exploração infantil
ONU News/Daniela Gross
Exposição “Selva de Arte de Rua” reúne obras de artistas de rua de 13 países sobre exploração infantil

Gênero

Segundo Guterres, atualmente existem mais de 40 milhões de vítimas da escravidão. Uma em cada quatro é criança e três em cada quatro são mulheres e meninas.

De acordo com o Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas, uma em cada 130 mulheres e meninas é submetida a casamento infantil e forçado, servidão doméstica, trabalho forçado e servidão por dívidas.

E embora as desigualdades de gênero sejam centrais nas formas contemporâneas de escravidão, as práticas são alimentadas por vários tipos de discriminação.

António Guterres também lembrou que, há duas décadas, a Declaração e o Programa de Ação de Durban reconheceram a conexão entre racismo, discriminação e tráfico de pessoas.

 

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