Perspectiva Global Reportagens Humanas

Especialistas da ONU em afrodescendentes chegam a Portugal BR

Um funcionário do ACNUR , vestindo um colete azul, agacha-se para cumprimentar uma criança pequena e um bebê em um aeroporto de Lisboa.
© Acnur/José Ventura Funcionária do Acnur recebe refugiados reassentados originalmente da Síria e do Sudão do Sul no aeroporto de Lisboa, em Portugal

Especialistas da ONU em afrodescendentes chegam a Portugal

Direitos humanos

Grupo de direitos humanos passa por Lisboa, Setúbal e Porto, para avaliar como está a discriminação racial e a xenofobia no país; delegação tem encontros com representantes do governo, de ONGs e com pessoas de ascedência africana; meta é produzir um relatório, que será apresentado no Conselho de Direitos Humanos.   

O Grupo de Trabalho da ONU de Especialistas em Afrodescendentes chegou esta segunda-feira em Portugal, onde fica até 6 de dezembro. A meta dos peritos em direitos humanos é coletar informações sobre qualquer forma de “racismo, discriminação racial, xenofobia, afrofobia e intolerância” que existe no país. 

A especialista que lidera o grupo, Dominique Day, explica que a visita de uma semana traz a chance de avaliar “a situação de direitos humanos das pessoas de ascendência africana” na nação europeia. 

Boas Práticas  

Vista dos delegados votando na 41ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra.
Foto ONU/Jean Marc Ferré Conselho de Direitos Humanos, em Genebra

A delegação está visitando Portugal a convite do governo e passará pela capital Lisboa e também pelas cidades de Setúbal e Porto. Estão previstos encontros com representantes governamentais, com instituições nacionais e da sociedade civil, com afrodscendentes e também com pessoas que trabalham com a questão da discriminação racial.  

A delegação também é formada pelas especialistas em direitos humanos Catherine Namakula e Miriam Ekiudoko. O grupo está avaliando também boas práticas e possíveis lacunas na proteção dos direitos da população afrodescendente em Portugal. 

A meta é produzir um relatório com um balanço da visita e recomendações ao país, que será apresentado no Conselho de Direitos Humanos em 2022. O Grupo de Trabalho da ONU de Especialistas em Afrodescendentes foi criado em abril de 2002 e os especialistas trabalham de forma independente, não são funcionários da ONU e não recebem pelo trabalho.