Belarus: ONU e governos auxiliam retornos voluntários a migrantes
BR

29 novembro 2021

Organização Internacional para Migrações, OIM, atua com governos e os que querem retornar à casa; temperaturas abaixo de zero agravam situação na fronteira; acampamentos entre Belarus e Polônia podem ter até 2 mil pessoas.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, intensificou a ajuda humanitária para migrantes e refugiados na fronteira da Belarus com a União Europeia, ampliando a assistência e avaliando oportunidades de retorno voluntário.

A estimativa é que pelo menos 2 mil pessoas estejam em acampamentos nos limites entre a Belarus e a Polônia. A maioria vem de países como Iraque, Síria, Irã, Afeganistão e Camarões, entre outros.

Migrantes na fronteira da Belarus-Polônia.
Foto: UNHCR Belarus
Migrantes na fronteira da Belarus-Polônia.

Agravamento

Com a chegada do inverno, a OIM está preocupada com a situação dos migrantes, a hipotermia causou algumas mortes no local. A agência diz que há muitas mulheres e crianças precisando de cuidados.

O governo de Belarus autorizou a entrada pontual da OIM, da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, e da Cruz Vermelha para distribuir alimentos, roupas e kits de higiene. 

As entidades também ofereceram auxílio para o retorno voluntário. Até o momento, 44 pessoas voltaram e, segundo a OIM, outros 38 solicitaram a ajuda e esperam viajar.

Nos últimos dias, o governo do Iraque organizou com a OIM a repatriação de mais de mil de cidadãos. A previsão é que nas próximas duas semanas todos que desejam, voltem à terra natal.

Migrantes em condições complicadas na fronteira da Polônia e Belarus.
Acnur Belarus
Migrantes em condições complicadas na fronteira da Polônia e Belarus.

Segurança

Estima-se que o número total de migrantes e refugiados em Belarus seja de 7 mil.

O diretor-geral da OIM, António Vitorino, afirmou que a segurança dos migrantes é prioridade, assim como a defesa dos direitos humanos. A agência quer evitar mais mortes, especialmente com as temperaturas abaixo de zero.

Vitorino contou que a entidade está trabalhando para fornecer assistência humanitária e cooperar com os governos para que os retornos voluntários sejam feitos de formas segura e digna.
 

 

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