OMS diz que não há urgência para vacinas contra Covid em crianças
BR

24 novembro 2021

Segundo a agência da ONU, países devem continuar dando prioridade à partilha de doses por meio do mecanismo Covax, antes de imunizar crianças e adolescentes de baixo risco; urgência continua sendo também em vacinar idosos, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores de saúde.  

A Organização Mundial da Saúde, OMS, confirma: as vacinas contra a Covid-19 que receberam autorização de entidades regulatórias para serem aplicadas em crianças e adolescentes são seguras e eficazes para reduzir os impactos da doença nesses grupos. 

Mas a agência da ONU lembra que crianças e adolescentes geralmente têm sintomas menos severos da Covid-19 na comparação com os adultos e por isso, não é urgente vaciná-los. 

Distribuição é meta  

Meninos na Índia se protegem contra Covid-19 usando máscaras faciais.
Unicef/Vinay Panjwani
Meninos na Índia se protegem contra Covid-19 usando máscaras faciais.

A OMS divulgou sua declaração sobre o assunto nesta quarta-feira, pedindo aos países que continuem dando prioridade à imunização de idosos, pessoas com doenças crônicas e trabalhadores de saúde. 

A agência defende ainda a equidade global no acesso às vacinas da Covid-19, por isso pede mais uma vez aos países que já atingiram uma alta cobertura vacinal para priorizarem a partilha de doses por meio do mecanismo Covax, antes que começarem a criar campanhas de imunização em crianças com baixos riscos de doenças severas.  

Mortes de crianças  

Levantamentos feitos pela OMS entre dezembro de 2019 e outubro de 2021 mostram que as crianças com menos de cinco anos de idade representam 2% dos casos globais de Covid-19, ou 1,9 milhão. Em quase dois anos, o vírus matou 1,797 crianças menores de cinco anos, representando 0,1% de todas as mortes registradas no mundo. 

Crianças acima de cinco anos e adolescentes de até 14 anos representam 7% dos casos globais de Covid, com mais de 7 milhões afetados pela pandemia. Segundo a OMS, pessoas com menos de 25 anos de idade representam menos de 0,5% das mortes globais registradas.  

Surtos esporádicos em escolas  

Crianças e adolescentes foram afetados com encerramento das escolas.
Unicef/Schverdfinger
Crianças e adolescentes foram afetados com encerramento das escolas.

Segundo a OMS, crianças e adolescentes geralmente apresentam sintomas menos severos de SARS-CoV-2 na comparação com adultos. Ao mesmo tempo, a agência indica que fatores de risco em crianças tem sido reportados recentemente, incluindo obesidade e condições pré-existentes como diabetes tipo 2, asma, doenças do coração e pulmonárias e condições neurológicas e neuromusculares.  

Surtos de Covid-19 tem sido identificados em escolas, acampamentos de férias e creches, especialmente quando não houve distanciamento físico nem uso de máscaras. Existem ainda evidências preliminares que apontam para o fato de que crianças mais novas são menos infecciosas.  

Metas de imunização continuam 

Apesar de um risco menor de contrair formas severas da Covid-19, a OMS lembra que crianças e adolescentes tem sido afetados de forma desproporcional com o encerramento das escolas. 

Além de ter a rotina afetada, os menores de idade acabam perdendo nestas situações acesso a serviços fornecidos pelas escolas, como refeições, apoio presencial no aprendizado, terapias da fala e medidas de saneamento e higiene.  

A OMS indica ainda que suas metas de imunização continuam mantidas: vacinar 40% da população mundial até o fim deste ano e conseguir com que 70% das pessoas estejam vacinadas até meados de 2022.   

 

 

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