ONU reabre às portas para sociedade civil em evento BR

Contribuições esperadas incluem de líderes internacionais, do setor privado e da sociedade civil
ONU/Manuel Elias
Contribuições esperadas incluem de líderes internacionais, do setor privado e da sociedade civil

ONU reabre às portas para sociedade civil em evento

Assuntos da ONU

Após quase dois anos, Nações Unidas voltam a receber representantes da sociedade civil na sede, em Nova Iorque; encontro reuniu cerca de 400 membros de organizações de todo o mundo, muitos participaram remotamente; presidente da Assembleia Geral quer garantir o espaço das entidades civis nos debates chave da ONU.

O presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Abdulla Shahid, convocou uma reunião com representantes da sociedade civil nesta quarta-feira. Foi a primeira vez desde a pandemia que representantes da sociedade civil vieram à sede da ONU.

O evento teve debates sobre as prioridades para a 76ª sessão e os desafios na recuperação da pandemia de Covid-19. Muitos representantes falaram via vídeo.

Apenas 18 mulheres discursaram nos debates de alto nível da Assembleia Geral em 2021
ONU/Cia Pak
Apenas 18 mulheres discursaram nos debates de alto nível da Assembleia Geral em 2021
Tweet URL

Reencontro

Em seu discurso de abertura, Abdulla Shahid comemorou o retorno das organizações civis às Nações Unidas após quase dois anos de fechamento e reforçou que a agenda da sessão atual tem a sociedade como importante pilar.

Falando sobre o “novo normal”, ele acredita que o momento também deve trazer um “novo multilateralismo”, com a participação ativa de grupos cada vez mais diversos.

A reunião teve a participação de cerca de 400 membros de organizações civis e alcançou milhares de pessoas na transmissão virtual simultânea.

Representatividade

Chamando os integrantes da sociedade civil a participarem, ele anunciou que os acessos das entidades a sede da ONU serão reestabelecidos a partir do início do próximo ano.

Assim, Shahid espera poder estar próximo desse grupo e assegurar que todos tenham voz nas discussões prioritárias.