Líderes globais fazem apelo pela eliminação do câncer de colo do útero
BR

17 novembro 2021

Organização Mundial da Saúde, OMS, marca Dia de Ação pela Eliminação do Câncer Cervical com anúncio de avanço nas pesquisas para nova vacina e inovações nas testagens; doença é responsável por até 300 mil mortes anualmente; maioria das vítimas vive em países de média e baixa rendas, com menos acesso a tratamentos.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, celebra o Dia de Ação pela Eliminação do Câncer Cervical e anuncia iniciativas para reduzir os casos da doença, responsável por mais de 300 mil mortes por ano.

Dados da OMS revelam que 90% das vítimas estão em países de média e baixa rendas, com menos acesso a vacinas e tratamentos. Apenas 13% de meninas entre 9 e 14 anos são vacinadas contra o HPV, vírus associado a maioria dos casos de câncer do colo de útero.

Em São Paulo, Brasil, menina recebe vacina contra o câncer cervical.
Foto: Opas/OMS
Em São Paulo, Brasil, menina recebe vacina contra o câncer cervical.

Ações 

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, se reuniu com primeiras-damas de diversos países, pacientes e outras entidades de saúde para chamar a atenção para o tema.

No evento, a agência anunciou avanços importantes para prevenir e tratar a doença, incluindo a pré-qualificação de mais uma vacina, a quarta para o HPV. Também há progressos no diagnóstico, incluindo uma plataforma de inteligência artificial que detecta alterações em estágios iniciais. 

Segundo o líder da OMS, o câncer cervical pode ser evitado e o tratamento tem grandes chances de sucesso, principalmente no início. Ele adicionou que há ferramentas suficientes para eliminação da doença, mas que é necessário que todos tenham acesso. 

A primeira-dama da Botswana, Neo Jane Masisi, reforçou que há ferramentas à disposição para o fim do câncer cervical e que é necessário priorizar a saúde feminina para que as futuras gerações tenham orgulho das escolhas que foram feitas.

Mulheres recebem vacina contra câncer cervical.
Opas/OMS/Jane Dempster
Mulheres recebem vacina contra câncer cervical.

Avanços

Já Tedros destacou que alguns países adotaram formas inovadoras de aumentar o acesso a tecnologias e serviços que podem evitar o câncer cervical, mesmo durante a pandemia de Covid-19.

No último ano, a vacina contra o HPV foi introduzida em mais sete países, totalizando 115 nações que imunizam sua população contra o vírus. 
Além da vacinação, alguns locais ampliaram as formas de testagem com opções mais acessíveis às mulheres que vivem longe de centros de saúde. 

No entanto, de acordo com OMS, 43% dos países relataram interrupção do tratamento do câncer durante a pandemia e as taxas de imunização caíram em todo o mundo. 

O número foi de 15%, em 2019, para 13% em 2020, devido a interrupções nos serviços de saúde e fechamentos de escolas.

 

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