Consumo de sal nas Américas é três vezes maior do que o recomendado pela OMS
BR

29 outubro 2021

Cada habitante da região ingere entre 8,5 e 15 gramas de sal por dia; agência da ONU lembra do aumento dos riscos de doenças cardiovasculares e apresenta novas metas para reduzir esse consumo. 

Os habitantes da região das Américas consomem entre 8,5 e 15 gramas de sal por dia, uma quantidade três vezes maior do que a recomendada pela Organização Mundial da Saúde, OMS. 

Segundo a agência que é braço direito da OMS, a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, a comida processada tem uma grande quantidade de sal e é muito consumida no continente americano.  

Hipertensão  

Maioria das pessoas consome o dobro do limite diário de sal recomendado pela OMS
Unsplash/Emmy Smith
Maioria das pessoas consome o dobro do limite diário de sal recomendado pela OMS

A Opas lembra que ingerir sal em excesso contribui para um maior risco de doenças cardiovasculares, como pressão alta. Por ano, 9,4 milhões de pessoas morrem dos impactos da hipertensão.  

Evidências médicas comprovam que consumir menos de 5 gramas de sal por dia pode reduzir os riscos de doenças do coração e de acidente vascular cerebral. Para estimular novos hábitos, a Opas acaba de apresentar novas metas regionais para a redução do sal na dieta da população. 

O principal objetivo é reduzir o teor de sódio dos alimentos processados, incluindo de pães, cereais e grãos, carnes processadas e laticínios. O diretor de Doenças Transmissíveis e Saúde Mental da Opas lembra que os países das Américas haviam concordado em reduzir o consumo de sal em 30% até 2025.  

Impactos da Covid-19  

Porém, Ansel Hennis destaca que a pandemia de Covid-19 fez a situação piorar, criando mais desafios para prevenir e controlar fatores de risco associados ao confinamento. Mudança no estilo de vida também levaram as pessoas a consumir mais alimentos que não são saudáveis.  

As novas metas publicadas pela Opas estabelecem consumos máximos do teor de sódio para dezenas de categorias de alimentos. As novas diretrizes também servem para apoiar as políticas regulatórias dos países e tentar estimular uma redução na oferta e na demanda de produtos com excesso de sódio.  

 

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