Para Bachelet, decisão de Israel é um ataque aos defensores de direitos humanos
BR

26 outubro 2021

Governo israelense decidiu classificar seis organizações da sociedade civil palestinas como entidades terroristas; para alta comissária da ONU, medida precisa ser revogada imediatamente. 

O Governo de Israel designou seis entidades da sociedade civil palestinas como “organizações terroristas”. Para a alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, a medida precisa ser revogada imediatamente. 

Michelle Bachelet se pronunciou sobre o caso nesta terça-feira, em Genebra, afirmando que a decisão é um ataque aos “direitos humanos e às liberdades de associação, de opinião e de expressão.” 

Parceiras da ONU 

Alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet
Foto: UNOG
Alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet

Segundo ela, as ONGs em questão têm uma das melhores reputações de direitos humanos nos territórios ocupados palestinos e trabalham em parceria com as Nações Unidas há décadas.  

Na avaliação da alta comissária, as decisões de Israel foram baseadas em “razões extremamente vagas, com o país alegando que as ONGs fornecem assistência a palestinos que estão presos, organizam eventos para mulheres na Cisjordânia e promovem ações contra Israel na arena internacional”.  

Bachelet explica que “defender direitos diante da ONU e de qualquer outra entidade internacional não é um ato de terrorismo, que defender os direitos das mulheres não é terrorismo e fornecer assistência jurídica a palestinos detidos também não é terrorismo”. 

Consequências a longo prazo  

Criança solta pipa na Faixa de Gaza.
Foto: © UNRWA/Mohamed Hinnawi
Criança solta pipa na Faixa de Gaza.

A alta comissária reitera que “banir organizações não pode ser uma medida para reprimir ou negar o direito à liberdade de associação ou silenciar visões que não são populares”.  

Bachelet destaca que essas ONGs, incluindo algumas que são parceiras do Escritório de Direitos Humanos da ONU, enfrentam consequências sérias devido à uma “decisão arbitrária, que impacta também fundadores e funcionários dessas entidades”.  

A alta comissária lembra ainda que “o trabalho crucial prestado por essas organizações a milhares de palestinos corre o risco de ser interrompido ou de ser severamente restrito”.  

Para um grupo de relatores independentes da ONU para os Direitos Humanos, a decisão de Israel é “um ataque frontal ao movimento palestino de direitos humanos” e “silenciar suas vozes não é o que uma nação democrática deveria fazer”.  

 

 

  

  

 

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