Representante da ONU reporta crescimento de violência de gangues no Haiti
BR

18 outubro 2021

Ações dificultam o acesso de ajuda humanitária no país; situação é agravada pela escassez de combustível; dados apontam que 4,3 milhões de haitianos sofrem de insegurança alimentar. 

O coordenador humanitário interino do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, no Haiti, afirmou que violência, saques, bloqueios nas estradas e presença persistente de gangues armadas representam obstáculos à chegada de ajuda.  

Fernando Hiraldo destacou que as ações das gangues locais, incluindo sequestros, estão impactando as operações de socorro.  

Uma família que perdeu a casa após o terremoto em agosto no Haiti.
Foto: © UNICEF/Georges Harry Rouzier
Uma família que perdeu a casa após o terremoto em agosto no Haiti.

Agravamento da crise 

Segundo o relato, a situação ainda se complica pela grave escassez de combustível e pela redução do fornecimento de mercadorias. 

Hiraldo explicou que além de dificultar a resposta humanitária, a crescente insegurança também está criando outras necessidades. 

Desde junho, a violência de gangues na capital Porto Príncipe deslocou pelo menos 19 mil pessoas e afetou 1,5 milhão. 

O Haiti enfrenta uma combinação de crises política, social e humanitária
Foto: © UNICEF/Georges Harry Rouzier
O Haiti enfrenta uma combinação de crises política, social e humanitária

De acordo com as informações do Pnud, em todo o país, desde setembro de 2021, 4,3 milhões de pessoas estavam passando por altos níveis de insegurança alimentar aguda. 

O Haiti vive várias crises, incluindo o terremoto que atingiu o país em agosto, deixando mais de 2 mil mortos e 12 mil feridos. Além disso, o tremor afetou a vida de pelo menos 800 mil pessoas.  

 

 

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