Perspectiva Global Reportagens Humanas

Dia Internacional da Menina reforça necessidade de acesso às ferramentas digitais  BR

Duas jovens afegãs vestidas com trajes tradicionais estão encostadas em uma parede de barro texturizado.
Unicef/Omid Fazel Divisão digital impacta empregabilidade, saúde reprodutiva e autonomia corporal de mulheres

Dia Internacional da Menina reforça necessidade de acesso às ferramentas digitais 

Mulheres

De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas, Unfpa, meninas são menos propensas a usar a internet; acesso de meninos à internet chega a ser quatro vezes maior; desvantagem do sexo feminino acontece no acesso a telefones celulares.

Neste 11 de outubro é comemorado o Dia Internacional da Menina. Na data, as Nações Unidas reforçam a necessidade de diminuir a diferença no acesso à conectividade. 

De acordo com o Fundo de População das Nações Unidas, Unfpa, as meninas usam menos a internet e possuem menos aparelhos de telefone celular. A agência destacou que meninos estão até quatro vezes mais conectados.

Uma mulher tailandesa chamada Naiyapak Chaipan trabalha em uma mesa com fones de ouvido no Centro de Atendimento Telefônico 1300.
ONU Mulheres/Pichit Phromkade Dados divulgados pela ONU demonstram que a diferença global de gênero entre usuários de internet está crescendo

Lacuna


Os dados divulgados pela ONU demonstram que a diferença global de gênero entre usuários de internet está crescendo. Entre 2013 e 2019, o número subiu em 6 pontos, chegando a 17%. Nos países menos desenvolvidos, a diferença chega em 43%.

Sobre a data, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que os benefícios de empoderar meninas é para todos. Ele afirmou que “os investimentos na diminuição da diferença de gênero digital rendem enormes dividendos para todos”.

A organização destaca que a divisão digital impacta em outras áreas, como na empregabilidade de mulheres, saúde reprodutiva e autonomia corporal. De acordo com diretora executiva da Unfpa, Natalia Kanem, meninas sem acesso a informações têm mais riscos de se envolverem em casamentos forçados. 

Os dados divulgados também estimam que pouco mais da metade meninas e mulheres são capazes de tomar suas próprias decisões sobre sexo, contracepção e outros cuidados de saúde.

Uma enfermeira em uma clínica realiza um ultrassom em uma gestante.
Unfpa Kenya Meninas usam menos internet e possuem menos aparelhos de telefone celular.


Acesso


A diretora executiva da Unfpa afirma que não se deve tolerar um mundo digital que reforce a desigualdade. Ela sugere que as ferramentas têm potencial de diminuir a “diferença de poder entre os gêneros”. 


O Unfpa possui iniciativas para desenvolver ferramentas digitais que fornecem informações e serviços de saúde sexual e reprodutiva e capacitação. 


Natalia Kanem disse que as meninas também estão “criando ferramentas”, graças a parcerias que dão mentoria e recursos para que elas desenvolvam soluções digitais para um “futuro mais igualitário”.