Puxados por cereais, preços dos alimentos sobem ainda mais em setembro
BR

9 outubro 2021

FAO divulga índice que demonstra crescimento nos valores das commodities mundiais; problemas de abastecimento impulsionaram o aumento. Apesar de produção recorde, volume de cereais não deve satisfazer necessidade do mercado.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, revelou que os preços dos alimentos seguiram a tendência de alta em setembro.  

Os custos das commodities subiram liderados pelas limitações no abastecimento e pela forte demanda em alimentos básicos, como trigo e óleo de palma. 

Arroz e milho tiveram aumento graças a boas perspectivas com o início das colheitas em alguns países
FAO/Tanzania
Arroz e milho tiveram aumento graças a boas perspectivas com o início das colheitas em alguns países

Índice 

O Índice de Preços dos Alimentos teve alta de 1,2% em relação ao mês passado e foi 32,8% superior no mesmo período no último ano. O indicador internacional acompanha as variações mensais nos preços das commodities alimentares. 

Os cereais subiram 2%, impulsionados pelo trigo, que viu alta de 41% em comparação com 2020. A subida de preços está ligada a problemas logísticos e crescimento da demanda. 

O arroz e o milho também tiveram aumento graças a melhores perspectivas com o início das colheitas em alguns países, balanceando os impactos das interrupções portuárias após os furacões nos Estados Unidos. 

Óleos vegetais, produtos derivados de leite e açúcar também estão em alta. De acordo com a FAO, o preço da carne permaneceu estável em comparação com agosto, mas subiu em 26% nos últimos 12 meses. 

Cereais 

A produção mundial de cereais em 2021 deve atingir um novo recorde e chegar na casa de 2,8 bilhões de toneladas. O aumento de 1,1% não será capaz de suprir a necessidade global, de acordo com as estimativas da FAO. 

O consumo de cerais deve ser 1,8% maior que a disponibilidade da safra, liderado por um aumento no uso de trigo para ração animal, tendência impulsionada pelos altos preços em outros grãos. 

Assim, é esperada uma retração nos estoques de cereais. Entretanto, de acordo com a agência da ONU, o nível ainda é seguro. 

 

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