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Puxados por cereais, preços dos alimentos sobem ainda mais em setembro BR

Produção de arroz pode baixar em pelo menos 2,1% este ano por causa dos padrões irregulares de chuva
FAO/Olivier Thuillier
Produção de arroz pode baixar em pelo menos 2,1% este ano por causa dos padrões irregulares de chuva

Puxados por cereais, preços dos alimentos sobem ainda mais em setembro

Desenvolvimento econômico

FAO divulga índice que demonstra crescimento nos valores das commodities mundiais; problemas de abastecimento impulsionaram o aumento. Apesar de produção recorde, volume de cereais não deve satisfazer necessidade do mercado.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, revelou que os preços dos alimentos seguiram a tendência de alta em setembro.  

Os custos das commodities subiram liderados pelas limitações no abastecimento e pela forte demanda em alimentos básicos, como trigo e óleo de palma. 

Arroz e milho tiveram aumento graças a boas perspectivas com o início das colheitas em alguns países
FAO/Tanzania
Arroz e milho tiveram aumento graças a boas perspectivas com o início das colheitas em alguns países

Índice 

O Índice de Preços dos Alimentos teve alta de 1,2% em relação ao mês passado e foi 32,8% superior no mesmo período no último ano. O indicador internacional acompanha as variações mensais nos preços das commodities alimentares. 

Os cereais subiram 2%, impulsionados pelo trigo, que viu alta de 41% em comparação com 2020. A subida de preços está ligada a problemas logísticos e crescimento da demanda. 

O arroz e o milho também tiveram aumento graças a melhores perspectivas com o início das colheitas em alguns países, balanceando os impactos das interrupções portuárias após os furacões nos Estados Unidos. 

Óleos vegetais, produtos derivados de leite e açúcar também estão em alta. De acordo com a FAO, o preço da carne permaneceu estável em comparação com agosto, mas subiu em 26% nos últimos 12 meses. 

Cereais 

A produção mundial de cereais em 2021 deve atingir um novo recorde e chegar na casa de 2,8 bilhões de toneladas. O aumento de 1,1% não será capaz de suprir a necessidade global, de acordo com as estimativas da FAO. 

O consumo de cerais deve ser 1,8% maior que a disponibilidade da safra, liderado por um aumento no uso de trigo para ração animal, tendência impulsionada pelos altos preços em outros grãos. 

Assim, é esperada uma retração nos estoques de cereais. Entretanto, de acordo com a agência da ONU, o nível ainda é seguro.