ONU está em contacto com Etiópia para tentar reverter expulsão de funcionários BR

Chefe da ONU destacou o empenho em ajudar o povo etíope que está dependendo de auxílio
PMA (arquivo)
Chefe da ONU destacou o empenho em ajudar o povo etíope que está dependendo de auxílio

ONU está em contacto com Etiópia para tentar reverter expulsão de funcionários

Ajuda humanitária

Cinco trabalhadores são do Escritório dos Assuntos Humanitários, um dos Direitos Humanos e outro representante do Unicef; secretário-geral disse esperar que grupo seja autorizado a continuar realizando seu trabalho no país.

A Etiópia anunciou na quinta-feira que expulsaria sete altos funcionários da ONU por “intromissão” em seus assuntos.  

A ordem para deixar o país em 72 horas envolve cinco membros do Escritório para Assuntos Humanitários, Ocha, o representante no país do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, e o chefe do Escritório da ONU de Direitos Humanos.

Permissão 

Em nota, o secretário-geral António Guterres disse que a organização está agora envolvida em contactos com o governo etíope na expectativa de que os funcionários tenham permissão para continuar realizando seu trabalho.

Guterres disse ter ficado chocado com a informação e ressalta que todas as operações humanitárias da ONU são guiadas pelos “princípios fundamentais de humanidade, imparcialidade, neutralidade e independência”.

Secretário-geral garante ter total confiança no pessoal da organização que está atuando na Etiópia
Unicef/Christine Nesbitt
Secretário-geral garante ter total confiança no pessoal da organização que está atuando na Etiópia

 

O chefe da organização destacou o empenho em ajudar o povo etíope que está dependendo de auxílio, incluindo em alimentos, remédios, água e suprimentos de saneamento. O secretário-geral garante ter total confiança no pessoal da organização que está atuando na Etiópia.

Acesso

Agências informaram que a medida foi tomada depois dos trabalhadores terem mencionado questões sobre o acesso humanitário a Tigray, região do extremo norte assolada pelo conflito entre forças regionais e rebeldes.

Estima-se que 5,2 milhões de pessoas estejam precisando de ajuda na área, incluindo em Amhara e Afar. 

No entanto, o bloqueio a Tigray continua, segundo o coordenador de Ajuda de Emergência da ONU. 
Martin Griffiths disse esta semana que após 11 meses de conflito e três de “bloqueio de fato”, a crise humanitária corre o risco de escapar ao controle.