Parteiras da ONU levam auxílio a gestantes no Afeganistão
BR

4 outubro 2021

Fundo de População das Nações Unidas atua no país após tomada do poder pelo Talibã; Unfpa relata realidade da nação com as maiores taxas de mortalidade materna do mundo; a cada duas horas, uma mulher morre por complicações no parto. 

Após tomada de Cabul pelo Talibã, os líderes das Nações Unidas e a comunidade internacional têm reforçado a importância dos direitos das mulheres e meninas no Afeganistão.  

O Fundo de População das Nações Unidas segue no terreno e observa que a situação já frágil, especialmente para gestantes, foi agravada. Em um cenário com vários desafios, o Unfpa afirma que as parteiras continuam trabalhando e prestando cuidados para salvar vidas de mulheres e meninas necessitadas. 

Em áreas com populações deslocadas, existem três postos de saúde itinerantes para prestar cuidados a saúde reprodutiva e materna
Unicef/Celeste Hibbe
Em áreas com populações deslocadas, existem três postos de saúde itinerantes para prestar cuidados a saúde reprodutiva e materna

Ação 

A agência criou uma linha de ajuda em que parteiras e ginecologistas fornecem suporte remoto ininterrupto às gestantes que enfrentam partos complicados. Esses especialistas fornecem conselhos, referências e até instruções passo a passo para procedimentos que podem salvar vidas. 

O Unfpa também fornece serviços de saúde materna em áreas remotas do Afeganistão. Nos primeiros seis meses de 2021, a agência da ONU apoiou mais de 9 mil partos.  

A diretora executiva do órgão, Natalia Kanem, reafirma a necessidade de salvar vidas e proteger os direitos e liberdades fundamentais das mulheres e meninas, “incluindo seu direito de participar plenamente em todos os aspectos da sociedade”. 

Ajuda 

Em áreas com populações deslocadas, existem três postos de saúde itinerantes para prestar cuidados a saúde reprodutiva e materna. Outros beneficiários são recém-nascidos, crianças e adolescentes e pessoas com fraco acesso a recursos ou serviços. 

O representante do Unfpa no Afeganistão, Aleksander Bodiroza, também fez apelo urgente afirmando que a “capacidade de preservar os ganhos dos últimos 20 anos para os direitos reprodutivos das mulheres é central para o futuro do país". 

Dados 

Os dados apresentados pelo fundo apontam que a cada duas horas, uma mulher afegã morre em decorrência das complicações do parto.  

Bodiroza afirma que a proximidade com a comunidade permitiu a continuidade das operações e garantia do acesso a serviços de saúde reprodutiva, suprimentos e medicamentos.  

O médico reforça que esse auxílio “é fundamental para reduzir os óbitos maternos e acessar os mais vulneráveis com serviços essenciais de saúde”. 

A agência revelou que cerca de 4 milhões de mulheres precisam de assistência humanitária no país. O Unfpa necessita de aproximadamente US$ 29 milhões para prestar assistência básica a 20 mil mulheres. 

 

 

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