Unicef alerta: falta de nutrientes está causando danos irreversíveis nas crianças pequenas
BR

24 setembro 2021

Segundo agência da ONU, menores de dois anos de idade não estão recebendo uma alimentação essencial para o crescimento e o desenvolvimento adequados; estudo mostra que houve pouco progresso na última década e pandemia de Covid-19 piorou ainda mais o cenário. 

As crianças com menos de dois anos de idade não estão recebendo os nutrientes necessários para crescerem bem, causando “danos irreversíveis ao desenvolvimento”. O alerta é do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, que apresentou esta semana um estudo sobre alimentação infantil.  

A agência fez um levantamento em 91 países e descobriu que apenas metade das crianças entre 6 meses e dois anos de idade recebe, por dia, o número mínimo de refeições recomendadas e apenas um terço consome a quantidade mínima de nutrientes essenciais.  

Baixa imunidade  

Um bebê de sete meses é tratado para desnutrição em um centro de saúde no estado de Yobe, Nigéria.
PMA/Arete/Damilola Onafuwa
Um bebê de sete meses é tratado para desnutrição em um centro de saúde no estado de Yobe, Nigéria.

O problema é mais acentuado entre aquelas que vivem em áreas rurais ou são de famílias pobres.  

O Unicef destaca que desde o início da introdução alimentar, é preciso garantir que bebês e crianças comam frutas, vegetais e fontes de proteína, para evitar problemas futuros de aprendizado, baixa imunidade e propensão a infecções.  

Segundo a agência, o aumento da “pobreza, desigualdades, conflitos, desastres ligados ao clima e a pandemia de Covid-19 estão contribuindo com uma crise de nutrição entre as crianças menores”. 

Leis específicas  

Frutas e vegetais são essenciais desde a introdução alimentar.
FAO/G. Agostinucci
Frutas e vegetais são essenciais desde a introdução alimentar.

A situação melhorou muito pouco nos últimos 10 anos e a diretora-executiva do Unicef declarou que uma alimentação pobre em nutrientes nos primeiros dois anos de vida pode prejudicar para sempre o crescimento físico e cerebral. 

Henrietta Fore afirmou que a informação não é nova, mas o progresso para fornecer nutrientes adequados e alimentos seguros para as crianças tem sido muito pequeno. O Unicef pede aos governos e sociedade civil para trabalherem em conjunto pela transformação dos sistemas de proteção social, de saúde e de alimentos.  

A agência sugere, por exemplo, que sejam implementados padrões nacionais e leis específicas para proteger as crianças menores do acesso a alimentos e bebidas ultra-processados e para acabar com práticas nocivas de marketing que têm crianças e suas famílias como alvo.  

 

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