Portugal quer ocupar assento não permanente no Conselho de Segurança
BR

21 setembro 2021

Presidente do país disse que aposta será para o próximo quinquênio; país alargou programa de acolhimento de refugiados a cidadãos do Afeganistão; discurso a líderes globais realça necessidade de aliviar dívida externa dos países mais vulneráveis. 

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que sejam aprofundadas as reformas nas Nações Unidas. Para o fim do atual quinquênio, a aposta do país é fazer parte do Conselho de Segurança. Brasil, Índia e países da África integrariam o órgão numa futura reforma, na visão portuguesa.  

Uma das principais sugestões dadas esta terça-feira no discurso na 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas é a necessidade de um multilateralismo eficaz. 

Compromisso e a concertação  

Marcelo Rebelo de Sousa falou à ONU News após participar da cerimônia da eleição do segundo mandato de Guterres
ONU/Manuel Elias
Marcelo Rebelo de Sousa falou à ONU News após participar da cerimônia da eleição do segundo mandato de Guterres

 

“Manteremos o rumo caso nos deem a vossa confiança para um mandato do Conselho de Segurança daqui a cinco anos. Consideramos que as grandes questões do nosso tempo como o clima, a pandemia, as crises econômicas e sociais, as guerras e as inseguranças, as migrações e os refugiados soo demonstram o isolacionismo, protecionismo, unilateralismo, intolerância, populismo e xenofobia inevitavelmente conduzem a becos sem saída.” 

No pronunciamento feito aos líderes globais, o chefe de Estado português destacou que mundo tem vários polos e requer que o compromisso e a concertação entre regiões tenham como fundamento o direito internacional.  

No momento da resposta à pandemia, o líder português destacou que o melhor roteiro para a atual etapa é a “Nossa Agenda Comum”. A estratégia foi recentemente lançada pelo secretário-geral e contém o que chamou “ideias inovadoras”.  

Na ocasião, o líder português falou de compromissos internacionais que vem cumprindo, incluindo a Conferência de Oceanos em 2022.   

Consensos  

“A Segunda Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, dimensão essencial da ação climática, Portugal apoia o reconhecimento do direito ao ambiente saudável. Portugal participa em operações de Paz. Portugal participa no diálogo Europa-África e a ação internacional para a estabilização do Sahel, a segurança marítima no Golfo da Guiné e a cooperação com Moçambique na luta contra o terrorismo.” 

O chefe de Estado português reafirmou ainda o compromisso em buscar consensos que resolvam crises. 

Quanto ao acolhimento de estrangeiros, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou da iniciativa Plataforma de Acolhimento aos Estudantes Sírios, criada pelo presidente Jorge Sampaio, que morreu recentemente. O programa foi agora estendido aos refugiados do Afeganistão. 

Países mais vulneráveis 

Lembrando dos compromissos do país com a Agenda 2030, o líder português também falou sobre o alívio da dívida externa dos países mais vulneráveis e do Pacto Global das Migrações. 

Marcelo afirmou que Portugal é “país campeão” para a Organização Internacional das Migrações. O presidente destacou que a proposta de multilateralismo efetivo ultrapassa a questão da crise do clima, sendo necessária agora, “mais do que nunca”. 

 

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