Jovem venezuelana que vive em Minas Gerais é uma das vencedoras de concurso global do Acnur BR

A jovem afirma que seu desenho representa a união no esporte, felicidade e emoção
© Aldeias Infantis/Regina Maria
A jovem afirma que seu desenho representa a união no esporte, felicidade e emoção

Jovem venezuelana que vive em Minas Gerais é uma das vencedoras de concurso global do Acnur

Migrantes e refugiados

Projeto "Juntos pelo Esporte", desenvolvido pela Agência da ONU para Refugiados, Acnur, contou com participação de mais de 1,6 mil jovens refugiados e locais do mundo; vencedora busca proteção internacional no Brasil após agravamento da crise na Venezuela.

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, premiou jovens no Concurso de Arte da Juventude com Refugiados, que celebra o poder do esporte para unir as pessoas. Dentre os cinco designs escolhidos para estampar bolas de futebol pelo concurso “Bola dos Sonhos”, está a venezuelana Skarly de Jesus.

Mais de 1.600 jovens artistas de 100 países enviaram desenhos e artes para serem estampadas em bolas de futebol relacionados ao tema “Juntos pelo Esporte”. Um terço dos participantes foi composto por pessoas refugiadas, solicitantes da condição de refugiado ou pessoas deslocadas internamente. 

Dentre os cinco designs escolhidos para estampar bolas de futebol pelo concurso “Bola dos Sonhos”, está a venezuelana Skarly de Jesus.
© Acnur
Dentre os cinco designs escolhidos para estampar bolas de futebol pelo concurso “Bola dos Sonhos”, está a venezuelana Skarly de Jesus.

Vencedora

Atualmente, a jovem venezuelana de 12 anos mora em Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais, com sua mãe, avó e irmão mais novo. A família chegou ao Brasil em setembro de 2020, em busca de proteção internacional devido ao agravamento da crise política, econômica e social na Venezuela.

Skarly ficou sabendo da existência do projeto na Aldeias Infantis SOS Brasil de Juiz Fora, ONG parceira do Acnur, que trabalha na acolhida e integração de famílias venezuelanas. 

Ela morou por três meses no centro de acolhida da Aldeias e foi incentivada pelos colaboradores a participar no concurso. A jovem afirma que seu desenho representa a união no esporte, felicidade e emoção. Ela revela também ter sentido muita alegria ao saber que seu desenho tinha sido um dos escolhidos. Skarly está matriculada em uma escola da rede pública da cidade e começou a aprender português ainda no centro de acolhida.

Atualmente, a jovem venezuelana de 12 anos mora em Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais, com sua mãe, avó e irmão mais novo
© Aldeias Infantis/Regina Maria
Atualmente, a jovem venezuelana de 12 anos mora em Juiz de Fora, no estado de Minas Gerais, com sua mãe, avó e irmão mais novo

Convívio pacífico

O Representante do Acnur no Brasil, Jose Egas, afirma que atividades artísticas e esportivas destinadas aos jovens estimulam a convivência pacífica entre quem chega e quem já está inserido no ambiente de convívio social.

Egas reforça que artes e esportes são vias de criar vínculos sociais e de desenvolvimento de habilidades. Em depoimento, ele lembra que estas atividades são ferramentas positivas para empoderar as comunidades de refugiados, ajudando a fortalecer a coesão social e vivências que promovem produtivas trocas.

Mais de 1.600 jovens artistas de 100 países enviaram desenhos e artes para serem estampadas em bolas de futebol relacionados ao tema “Juntos pelo Esporte”.
© Acnur
Mais de 1.600 jovens artistas de 100 países enviaram desenhos e artes para serem estampadas em bolas de futebol relacionados ao tema “Juntos pelo Esporte”.

Sobre o concurso

O projeto “Juntos pelo Esporte” foi idealizado para contemplar a participação de jovens que foram forçados a deixar suas casas por causa da guerra, violações de direitos humanos e perseguições, tendo no esporte uma ferramenta que os faz se sentirem incluídos e protegidos.

As bolas de futebol serão produzidas em parceria com a Alive and Kicking, uma fabricante sem fins lucrativos que promove iniciativas inclusivas por meio do esporte. 

As bolas serão vendidas online no site da empresa a partir de outubro. Para cada bola vendida, uma fração será doada para programas do Acnur que oferecem aos refugiados acesso a instalações esportivas e equipamentos.