Chefe da OMS pede urgência na assistência internacional ao Líbano
BR

17 setembro 2021

Crise econômica no país ameaça reverter décadas de progressos no bem-estar da população; Tedros Ghebreyesus visitou país árabe, onde faltam medicamentos e insumos básicos. 

Falando da capital do Líbano, Beirute, após uma visita de dois dias ao país, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, disse que já faltam itens básicos e medicamentos essenciais. 

Tedros Ghebreyesus alertou para uma situação muito crítica no país e pediu mais urgência no apoio da comunidade internacional. 

Tedros Ghebreyesus é diretor-geral da OMS
ONU/Evan Schneider
Tedros Ghebreyesus é diretor-geral da OMS

Impactos graves na saúde  

Segundo Tedros, a questão não está ligada apenas à Covid-19. Depois de visitar dois hospitais, o chefe da OMS contou que os funcionários explicaram que faltam remédios para tratar pacientes com câncer ou com outras doenças.  

Este impacto nos serviços de saúde muitas vezes representa vida ou morte, destaca o diretor geral da agência. 

Uma crise política e econômica sem precedentes no Líbano piorou com a pandemia de Covid-19. A situação foi agravada pela explosão que aconteceu há pouco mais de um ano no porto de Beirute.   

Tedros explicou ainda que durante um encontro com representantes do governo, uma queda de energia interrompeu a reunião. Situações do tipo já levaram os hospitais do país a funcionar com apenas 50% da capacidade. 

Um jovem libanês observa a área das explosões do Porto de Beirute
Unicef//UN0496106/Ibarra Sanch
Um jovem libanês observa a área das explosões do Porto de Beirute

Entrega de medicamentos  

O diretor-geral da OMS se comprometeu em enviar uma equipe de especialistas de saúde, o quanto antes, para dar apoio técnico ao Líbano. A agência da ONU também comprou medicamentos suficientes para 450 mil pacientes com doenças agudas ou crônicas.  

Mas a demanda para tratamento de câncer, hemodiálise e pacientes de emergência cresce. Em Beirute, o diretor da OMS visitou vários hospitais e centros de tratamento. Também está em risco o sistema de imunização do país e a agência alerta para o risco de retorno de surtos de doenças como pólio e sarampo.  

 

 

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