Confinamentos e restrições de viagens causaram “queda dramática” nas emissões de poluentes
BR

3 setembro 2021

Novo relatório da Organização Meteorológica Mundial mostra impactos das medidas contra a Covid-19; agência garante que muitos centros urbanos começaram a ver “céus azuis ao invés de nuvens poluídas”; América do Sul foi região com maior queda dos níveis de CO. 

As restrições de viagens e os confinamentos causados pela Covid-19 levaram a uma “queda dramática das emissões de poluentes do ar em 2020, principalmente em áreas urbanas”.

Os dados estão em relatório divulgado esta sexta-feira pela Organização Meteorológica Mundial, OMM. Segundo a agência, muitas cidades passaram a ter “céus azuis ao invés de nuvens de poeira”. 

Poluição do ar na Nigéria
Foto: © UNICEF/Bindra
Poluição do ar na Nigéria

Reduções da América do Sul 

Mas a redução de poluentes não foi uniforme em várias regiões do mundo. O “Boletim da Qualidade do Ar e do Clima” é o primeiro do tipo emitido pela OMM e mostra “uma conexão íntima entre qualidade do ar e mudança climática”. 

O estudo mostra que as emissões de poluentes causadas pelo homem diminuíram com as restrições da pandemia de Covid-19. Houve queda de até 70% das emissoes de dióxido de nitrogênio e de até 40% nas concentrações de PM2.5 , que são as partículas pequenas.

Segundo a OMM, as concentrações de ozônio no ar foi bastante variada entre as regiões. Na Europa, por exemplo, o aumento foi muito pequeno, mas na América do Sul, as concentrações de ozônio subiram 30%. 

 Bombeiros na Califórnia e em outras partes da costa oeste dos Estados Unidos tentaram conter incêndios florestais.
Departamento contra Incêndios de São Francisco
Bombeiros na Califórnia e em outras partes da costa oeste dos Estados Unidos tentaram conter incêndios florestais.

Incêndios 

Por outro lado, todas as regiões do mundo tiveram declínio das emissões de monóxido de carbono, CO, sendo a maior queda, de 40%, registrada na América do Sul. 

A OMM destaca ainda que a mudança climática causou um volume “sem precedentes de tempestades de poeira e de areia, além de incêndios que afetaram a qualidade do ar”.  

Esta tendência continua sendo vista este ano, com grandes incêndios na América do Norte, na Europa e na Sibéria”, por exemplo. 

Há algumas evidências preliminares de que a má qualidade do ar aumenta as taxas de mortalidade do Covid-19
ONU News/Anshu Sharma
Há algumas evidências preliminares de que a má qualidade do ar aumenta as taxas de mortalidade do Covid-19

Importância de Políticas Públicas 

O secretário-geral da OMM declarou que “uma pandemia não pode substituir ações sustentáveis de combate aos poluentes do ar e à mudança climática.”

Petteri Taalas defendeu “uma política coerente e integrada sobre clima e ar, baseada em observações e na ciência”. A OMM revela que os impactos da poluição do ar causaram 4,5 milhões de mortes em 2019. 

O boletim da OMM está sendo publico nas vésperas do Dia Internacional para Ar Limpo e Céus Azuis, comemorado em 7 de setembro 
    
 

 

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