Mundo celebra, pela primeira vez, o Dia Internacional dos Afrodescendentes BR

Pela primeira vez, o mundo celebra neste 31 de agosto o Dia Internacional para Pessoas de Descendência Africana
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Pela primeira vez, o mundo celebra neste 31 de agosto o Dia Internacional para Pessoas de Descendência Africana

Mundo celebra, pela primeira vez, o Dia Internacional dos Afrodescendentes

Assuntos da ONU

Nações Unidas querem promover as “contribuições extraordinárias” da diáspora africana e eliminar todas as formas de discriminação contra as pessoas de ascendência africana.  

Pela primeira vez, o mundo celebra neste 31 de agosto o Dia Internacional para Pessoas de Descendência Africana.  

Com a criação da data, as Nações Unidas buscam promover “as contribuições extraordinárias da diáspora africana” e eliminar todas as formas de discriminação contra os afrodescendentes.  

Protestos de afrodescendentes em Nova Iorque
Foto: Jacques Baudrier
Protestos de afrodescendentes em Nova Iorque

Escravos 

A ONU destaca que todos os seres humanos “nascem livres e iguais em dignidade e direitos e têm o potencial de contribuírem, de forma construtiva, ao desenvolvimento e bem estar das sociedades. 

 As Nações Unidas lembram que “qualquer doutrina de superioridade racial é falsa do ponto de vista científico, condenável do ponto de vista moral, socialmente injusta, perigosa e deve ser rejeitada”.  

A ONU reconhece, por exemplo, o tráfico transatlântico de escravos como um dos capítulos mais sombrios da história da humanidade. Portugal foi um dos países que contribuiu para o tráfico de escravos a partir do século 15, como lembra a professora de Estudos Africanos, Isabel Henriques, que participou de um vídeo especial das Nações Unidas sobre o tema, com imagens da Associação Batoto Yetu Portugal:  

Portugal and the transatlantic slave trade from Africa to Europe

Experiência em Portugal  

“Este tráfico de escravos começa por ser feito com base em escravos raptados, apanhados em África. São as chamadas razias de escravos. E depois, muito cedo, a Coroa Portuguesa se verifica a necessidade de transformar esse método de apanhar escravos em África num método mais seguro, mais organizado e portanto passa-se a vender e a comprar escravos em África.”  

Segundo a historiadora Isabel Henriques, muitos escravos foram separados de suas famílias e eram obrigados a deixar de falar em suas línguas nativas e aprender português.  

Aproveitando o marco do Dia Internacional dos Afrodescendentes, as Nações Unidas também defendem a igualdade para todas as vítimas da escravidão, do tráfico de escravos e do colonialismo, em especial dos descendentes africanos.