Unicef e OMS pedem mais segurança contra a Covid-19 nas escolas da Europa
Milhões de crianças retornam às salas de aula nas próximas semanas, após as férias de verão; agências da ONU lembram que a variante delta, altamente transmissível, já é dominante no continente; previsão é que Europa registre mais 263 mil mortes até 1 de dezembro.
Milhões de crianças na Europa estão se preparando para voltar às salas de aula, após dois meses de férias de verão.
Nesta segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, lançaram um apelo conjunto, pedindo para as escolas permanecerem abertas e com mais segurança, adotando medidas para minimizar a transmissão do coronavírus.
Ventilação do ar e vacinação
As agências explicam que a variante delta, altamente transmissível, já é dominante na Europa. Em Portugal, por exemplo, dados oficiais confirmam que quase 99% dos novos casos de Covid-19 são com a delta. As aulas nas escolas públicas portuguesas começam a partir de 14 de setembro.
O Unicef e a OMS ressaltam a importância de professores e funcionários das escolas estarem vacinados e recomendam a vacinação para as crianças a partir de 12 anos, que tenham alguma condição médica e maior risco de contraírem forma severa da Covid-19.
Outras recomendações da agência são: salas de aula bem ventiladas, grupos com menos alunos sempre que possível, distanciamento físico e testar, com frequência, alunos e funcionários.
Previsão de aumento das mortes
Também nesta segunda-feira, a OMS na Europa divulgou um balanço da situação: a região já tem 64 milhões de casos confirmados e 1,3 milhão de mortes. A alta taxa de transmissão “é muito preocupante” para a agência, que prevê que mais 263 mil mortes na Europa até 1 de dezembro.
Segundo as agências, a alta incidência da variante delta na região torna a transmissão nas escolas ainda mais provável. Por isso, Unicef e OMS fazem um apelo para que as pessoas tomem as doses completas da vacina.
Vítimas silenciosas
O diretor-regional do Unicef para Europa e Ásia Central, Philippe Cori, afirmou que “crianças e jovens não podem correr o risco de ter mais um ano de interrupção no aprendizado”. Segundo ele, “a vacinação e as medidas de proteção vão prevenir um retorno aos dias mais sombrios da pandemia”.
Cori declarou ainda que “as crianças são as vítimas mais silenciosas da pandemia, em especial as mais marginalizadas”.
A OMS, o Unicef e a Unesco apoiam oito recomendações feitas especialmente para os 53 países-membros da União Europeia. São elas:
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As escolas devem ser os últimos locais a fechar e os primeiros a reabrir;
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Ter uma estratégia de testagem;
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Garantir medidas eficientes de redução de riscos;
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Proteger o bem estar mental e social das crianças;
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Proteger as crianças mais vulneráveis e marginalizadas;
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Melhor o ambiente escolar;
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Envolver crianças e adolescentes nos processos de decisão;
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Implementar uma estratégia de vacinação para manter as crianças na escola.