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Unesco faz apelo por segurança dos jornalistas no Afeganistão BR

Jornalistas, incluindo mulheres, em uma coletiva de imprensa em Cabul, Afeganistão, com câmeras profissionais e tripés.
Foto: UNAMA/Fardin Waezi Jornalistas em Cabul em evento sobre liberdade de expressão ocorrido em 2019

Unesco faz apelo por segurança dos jornalistas no Afeganistão

Paz e segurança

Agências de notícias divulgam casos de perseguição a profissionais da TV alemã Deustche Welle e a suas famílias; jornalistas afegãos que foram espancados pelo Talebã; diretora-geral da agência reforça compromisso com liberdade de expressão e destaca progressos nos últimos 20 anos. 

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, está fazendo um apelo por liberdade de expressão e pela segurança de jornalistas no Afeganistão. 

Audrey Azoulay declarou ser “crucial para os afegãos o acesso à informação crível e a uma mídia livre e independente”. Jornalistas confirmam que foram espancados pelo Talebã, enquanto profissionais da TV Deustche Welle, da Alemanha, estão sendo perseguidos e suas famílias atacadas. 

A ministra da Cultura e Comunicação da França, Audrey Azoulay, discursa em uma coletiva de imprensa durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU .
Foto: ONU/Manuel Elias Diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay

Medo  

Segundo agências de notícias, os militantes saíram à procura de um jornalista da rede alemã e nas buscas, acabaram assassinando o parente do profissional.  

A diretora da Unesco disse que “ninguém pode ter medo de dizer o que pensa neste momento crítico, e a segurança de todos os jornalistas, incluindo mulheres, precisa ser garantida.” 

Avanços em 20 anos  

Azoulay ressaltou que a agência “continua comprometida em apoiar, de todas as maneiras, a liberdade de expressão e o acesso à informação para todos os afegãos”. Ela lembrou que nas últimas décadas, o setor de mídia profissional no país cresceu e se tornou mais “vibrante e diverso”.  

Mas somente neste ano, pelo menos sete jornalistas foram assassinados. A Unesco destacou que “os progressos não podem ser desfeitos, em especial para as mulheres jornalistas, que precisam continuar seu trabalho crucial”.  

Uma mulher afegã com uma burca azul está em frente a azulejos de mosaico azuis e verdes com padrões intrincados em um edifício em Mazar-e-Sharif.
Unama / Jawad Jalail Mesquita de Mazar-e Sharif, no Afeganistão

Patrimônio Cultural  

Nos últimos 20 anos, a agência da ONU ajudou o Afeganistão a formular novas leis, contribuiu para o desenvolvimento da mídia comunitária, ajudou a melhorar a educação dos profissionais do setor e a promover a produção de reportagens ligadas ao gênero. 

Mais recentemente, a Unesco estava treinando profissionais da imprensa e da mídia na cobertura e reportagens sobre a crise de Covid-19.   

A diretora da agência também fez um apelo à preservação do patrimônio cultural do Afeganistão, “um país com patrimônio rico e diverso, parte integral da história e da identidade”. 

Audrey Azoulay lembrou que “qualquer dano ou perda deste patrimônio terá consequências para a paz duradoura no Afeganistão”.  

Ela também pediu a segurança dos artistas e dos profissionais culturais do país.