África Ocidental registra recorde de mortes por novo coronavírus BR

Mulher recebe a vacina contra a Covid-19 na RD Congo
© UNICEF/Arlette Bashizi
Mulher recebe a vacina contra a Covid-19 na RD Congo

África Ocidental registra recorde de mortes por novo coronavírus

Saúde

Região enfrenta ao mesmo tempo casos de cólera, ebola e da doença de Marburgo; OMS confirma que óbitos por Covid-19 aumentaram 193% em um mês; continente tem recebido mais vacinas graças ao mecanismo Covax.

As mortes por Covid-19 na África Ocidental subiram 193% em um mês, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS. Na última semana, foram registrados 1018 óbitos, um número recorde desde o início da pandemia. 


A OMS destaca que alguns países da região também estão enfrentando surtos de cólera, ebola e da doença de Marburgo. Uma situação que prejudica ainda mais  a capacidade dos centros de saúde em atender a população. 

Homem é vacinado contra a Covid-19 no Sudão do Sul
© UNICEF/Bullen Cho Mayak
Homem é vacinado contra a Covid-19 no Sudão do Sul


Situação complexa 


Nesta quinta-feira, a diretora da OMS para a África, Matshidiso Moeti, declarou que “combater surtos múltiplos é um desafio complexo”. 


Cote d’Ivoire, Guiné-Conacri e Nigéria estão entre as nações que registram subida de casos de Covid-19. No geral, a África teve 244 mil novos casos da doença na última semana. 


Até o momento, a África Ocidental recebeu 29 milhões de doses da vacina contra o coronavírus e apenas 38% foram aplicadas. O leste e o sul da África receberam a mesma quantidade, mas já conseguiram administrar 76% das doses. 

A OMS continua chamando a atenção para a desigualdade no acesso às vacinas de Covid
Aeia/Dean Calma
A OMS continua chamando a atenção para a desigualdade no acesso às vacinas de Covid


Desigualdade na distribuição de vacinas 


A OMS garante que as entregas de vacina para a África aumentaram em agosto: por meio do mecanismo Covax, o continente recebeu este mês 10 milhões de doses, nove vezes mais do que a quantidade recebida na primeira quinzena de julho.


Mas a desigualdade na distribuição de vacinas continua preocupando a agência, como contou à ONU News, de Genebra, a diretora-geral assistente para Medicamentos e Vacinação da OMS, Mariângela Simão.



“Nós temos 74 países que têm menos do que 10% de cobertura e ao tempo em que você tem países com 60%, 70% de cobertura completa. A gente tem que levar isso em consideração de uma forma bastante importante. A grande predominância de países com muito baixa cobertura são países no continente africano, infelizmente.”

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Ameaças 


A Organização Mundial da Saúde chama a atenção para a decisão de alguns países em oferecer uma terceira dose da vacina. Para a agência, esse reforço “ameaça a promessa de um amanhã melhor para a África”.


A diretora regional da agência, Matshidiso Moeti, disse que “os países ricos que acumulam vacinas estão zombando” da importância da igualdade no acesso aos imunizantes.