Unicef denuncia assassinatos de mais de 100 crianças na Etiópia
BR

10 agosto 2021

Em Afar e outras áreas próximas a Tigray, houve também destruição de estoques de comida; agência da ONU prevê que número de menores sofrendo de desnutrição aumente 10 vezes no próximo ano. 

A diretora-executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância está chocada com o assassinato de mais de 200 pessoas, incluindo mais de 100 crianças, após ataques a um centro de saúde e a uma escola na região de Afar, Etiópia. 

Segundo Henrietta Fore, houve também destruição de estoques de comida, numa área com alto nível de insegurança alimentar. Na segunda-feira, ela destacou que “o aumento dos confrontos em Afar e outras áreas próximas Tigray é um desastre para as crianças”.  

Diretora-executiva do Unicef, Henrietta Fore.
ONU/Loey Felipe
Diretora-executiva do Unicef, Henrietta Fore.

Sem Alimentos  

A onda de violência, que começou em novembro, já colocou em situação de fome cerca de 400 mil pessoas, incluindo 160 mil crianças. A chefe do Unicef destaca ainda que 4 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar em Tigray, Afar e Amhara. 

Os confrontos recentes deixaram mais de 100 mil deslocados, além de 2 milhões de civis que já haviam abandonado suas casas. O Unicef prevê que nos próximos 12 meses, o número de crianças sofrendo de desnutrição em Tigray aumente 10 vezes. 

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, prevê entregar assistência alimentar de emergência para 2,1 milhões de pessoas a partir deste mês.  

Mas para isso, são necessárias 6 mil toneladas métricas de comida por semana. A insegurança e dificuldades operacionais estão tornando o acesso a Tigray bastante difícil.  

Ocha calcula que conflito em Tigray já fez 2 milhões de deslocados
PMA/Leni Kinzli
Ocha calcula que conflito em Tigray já fez 2 milhões de deslocados

Cessar-Fogo  

Em parceria com escritórios regionais, o Unicef está enviando suprimentos de emergência e equipes de saúde e de nutrição para o norte da Etiópia.  

Henrietta Fore declarou que “a catástrofe humanitária no país é resultado do conflito armado e só pode ser resolvida pelas partes envolvidas”. 

Por isso, o Unicef faz um apelo ao fim da violência e para que os lados em conflito façam todo o possível para proteger as crianças.  

A agência pede ainda a implementação imediata de um cessar-fogo que permita a entrada de ajuda humanitária no país 

  

  

 

 

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