FAO aposta em tecnologia digital para transformar sistemas de alimentação
BR

9 agosto 2021

Chefe da agência, Qu Dongyu, pediu mais cobertura online para países em desenvolvimento durante encontro de ministros de Economia Digital do G-20, o grupo das 20 maiores economias do mundo, que inclui o Brasil. 

Uma mudança radical em sistemas agroalimentares em todo o mundo só será possível com o fim do chamado fosso digital, a discrepância no acesso à internet entre países em desenvolvimento e desenvolvidos.   

Essa é a opinião do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, Qu Dongyu.   

Meta é evitar fosso digital
Unicef/UNI322644/Haro
Meta é evitar fosso digital

Relatório 

Ele discursou no encontro dos Ministros de Economia Digital do G-20, o grupo das 20 maiores economias do mundo que conta com o Brasil.  

 Ali, ele pediu a expansão da tecnologia de informação especialmente em áreas rurais. 

Para o chefe da FAO, a medida vai ajudar os pequenos agricultores em seus negócios. 

Qu lembrou que as camponesas e produtoras rurais são as mais prejudicadas pelas desigualdades no acesso à internet.   

E embora a conectividade tenha melhorado, o fosso digital persiste entre áreas urbanas e o campo.   

Um relatório da União Internacional de Telecomunicações, UIT, revela que no final de 2019, apenas 51% da população global, ou 4 bilhões, usavam a internet.   

A Comissão de Banda Larga, por exemplo, estima que US$ 428 bilhões de investimentos são necessários para garantir que todos tenham acesso digital até 2030.   

Mulheres que pertencem a cooperativa de agricultores, no Quênia, apanham feijão
FAO/Luis Tato
Mulheres que pertencem a cooperativa de agricultores, no Quênia, apanham feijão

Custo 

 A FAO afirma que o imenso custo da brecha digital não pode ser arcado de forma coletiva. A pandemia da Covid-19 tornou claro que mais do que nunca é preciso estar online para ter inclusão social.  

Qu Dongyu refirmou o compromisso da agência para melhor os meios de produção de alimentos e da agricultura.   

Para ele, é necessário transformar os sistemas com tecnologias digitais para alcançar melhores níveis de nutrição, um ambiente mais saudável e uma vida melhor para todos sem deixar ninguém para trás.   

Representante do eBay participa do diálogo
Foto: ITU/G. Anderson
Representante do eBay participa do diálogo

Previsões 

O chefe da FAO contou que a agência está acelerando o uso de novas tecnologias para transformar o mundo rural.   

Uma das iniciativas, a Vilarejos Digitais, ajuda a converter mil localidades ao redor do mundo em conglomerados digitais.    

Com isso, é possível realizar previsões do clima mais segurar e inteligentes e melhorar o acesso dos agricultores aos serviços financeiros, proteção social e empregos.   

As mudanças também permitirão mais assistência aos profissionais rurais como serviços de saúde, educação, previdência e até de turismo rural.   

Em julho de 2020, a FAO lançou uma plataforma geoespacial para criar dados interativos e oportunidades no setor agroalimentar que também levem a investimentos. 

 

 

 

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