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Planos de vacinação na América Latina não priorizam comunidades étnicas, diz Unesco  BR

Dois membros da comunidade Muisca usando máscaras, um dos quais é enfermeiro Muisca, sentados em Suba, Bogotá, Colômbia.
Paho/Karen González Abril Algumas populações, como povos indígenas, estão mais vulneráveis às consequências da pandemia

Planos de vacinação na América Latina não priorizam comunidades étnicas, diz Unesco 

Paz e segurança

Agência da ONU publica documento com mais evidências sobre produção, acesso e distribuição de vacinas contra a Covid-19 na região; Unesco defende que imunização leve em conta os direitos humanos, a ciência e os padrões éticos.  

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, acaba de publicar um documento com mais evidências sobre produção, acesso e distribuição de vacinas contra a Covid-19 na América Latina. 

A meta é ajudar a melhorar as políticas existentes de vacinação, para que levem em conta os direitos humanos, as ciências e padrões éticos. A Unesco lembra que as vacinas são um bem universal público, por isso é essencial garantir uma distribuição justa e acessível, o mais rápido possível.  

Grupos vulneráveis  

Segundo a agência da ONU, pessoas que vivem na pobreza e comunidades étnicas da América Latina têm mais chances de serem infectadas com o coronavírus e mais chances de morrerem.  

Apesar desses fatores, essas populações não estão sendo prioridade nos planos nacionais de vacinação.  

Três homens em uniformes médicos manuseiam caixas de vacinas COVAX dentro de uma câmara frigorífica.
ONU El Salvador Vacinas contra Covid-19 da Covax chegam em El Salvador

 

A Unesco sugere aos países que identifiquem as populações vulneráveis e garantam que essas pessoas tenham prioridade para receber a vacina contra a Covid-19, levando em conta riscos epidemiológicos.  

Brasil como exemplo  

A agência lembra que a produção de vacinas na América Latina não tem sido suficiente e a região acaba ficando dependente da produção em outras regiões do mundo.  

A Unesco reconhece, no entanto, que alguns países estão avançando com as pesquisas e o desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus, como Brasil, Cuba e México. 

A agência recomenda que outras nações apoiem estes projetos para evitar dependência internacional, especialmente se forem levados em conta os índices de contágio nos países latino-americanos.  

Uma família de refugiados warao venezuelanos posa para uma foto em frente a um novo abrigo da ONU em Manaus, Brasil.
Acnur/Felipe Irnaldo Famílias de refugiados venezuelanos Warao chegam a um abrigo da ONU no bairro de Tarumã-Açu, em Manaus, norte do Brasil