Especialista da ONU pede ação para o fim de ataques online contra povos Roma
BR

2 agosto 2021

Apelo é feito aos governos durante a observação de 2 de agosto, Dia em Memória ao Holocausto Cigano; tragédia ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial, quando 3 mil pessoas foram assassinadas nas câmaras de gás; relator de direitos humanos condena intolerância e crimes de ódio nas redes sociais.  

 

O relator especial das Nações Unidas para Questões das Minorias está fazendo um apelo por maior proteção aos povos Roma e Sinti. Fernand de Varennes denuncia os ataques que essa comunidade, de pessoas também conhecidas como ciganas, vem recebendo nas redes sociais. 

Para o especialista em direitos humanos, os governos “precisam fazer mais para combater o aumento da intolerância e de ataques contra os povos Roma”. 

Relator da ONU quer ação para impedir ataques a minorias
Unsplash/James Sutton
Relator da ONU quer ação para impedir ataques a minorias

 

Tragédia  

A mensagem marca o Dia em Memória às Vítimas do Holocausto dos Povos Roma, nesta segunda-feira, 2 de agosto.  

Segundo de Varennes, “é trágico que quase 80 anos depois do genocídio ocorrido na Segunda Guerra Mundial, essa minoria seja cada vez mais vítima do discurso de ódio e também alvo de políticos”.  

O relator afirma que a população conhecida como cigana está enfrentando atualmente a  “mesma divisão retórica enfrentada pelos judeus na Alemanha nazista”.  

Discurso de ódio e ameaças acontecem online e nas redes sociais
© Acnur/Haidar Darwish
Discurso de ódio e ameaças acontecem online e nas redes sociais

Redes Sociais  

O especialista também pede maior conscientização do público sobre o genocídio dos povos Roma e um combate maior tanto ao crime de ódio na Europa e quanto aos “grandes índices de discursos nas redes sociais demonizando essa minoria”.  

Em 1944, cerca de 3 mil pessoas do local conhecido como “campo da família cigana” em Auschwitz-Birkenau, foram assassinadas nas câmaras de gás pelos alemães nazistas. Entre as vítimas, estavam mulheres e crianças.  

Segundo o relator das Nações Unidas, entre 1,5 milhão de integrantes da comunidade Roma na Europa, acredita-se que de 25% a 50% tenham sido assassinados.  

 

 

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