Perspectiva Global Reportagens Humanas
Sumi Madhi, voluntária do Unicef , conversa com mães sobre alimentação e nutrição infantil em Kudada, East Singhum, Índia.

Semana Mundial da Amamentação destaca que responsabilidade é partilhada  BR

Unicef/UNI148848/Vishwanathan Edit Os primeiros 45 dias após o parto são cruciais para assegurar a sobrevivência materno-infantil

Semana Mundial da Amamentação destaca que responsabilidade é partilhada 

Saúde

Eventos em todo o mundo expõem vantagens do processo para mães e bebês; OMS e Unicef endossaram Declaração Innocenti, que foi adotada há 31 anos para proteger, promover e apoiar o aleitamento. 

Os primeiros sete dias de agosto marcam a Semana Mundial da Amamentação. Todos os anos, autoridades de saúde realizam atividades nacionais e internacionais para aumentar a consciência sobre o processo. 

As comemorações são inspiradas na aprovação da Declaração Innocenti, visando proteger, promover e apoiar a amamentação. O documento adotado na cidade italiana de Florença, em 1990, foi mais tarde endossado por agências da ONU. 

Responsabilidade  

O processo definiu metas ambiciosas para a ação internacional promovendo o aleitamento. Participaram formuladores de políticas e entidades como o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e a Organização Mundial da Saúde, OMS. 

Uma família mongol dentro de uma ger (tenda tradicional mongol), com uma mãe amamentando seu bebê recém-nascido enquanto outros membros da família, incluindo crianças pequenas, estão presentes.
Unicef//Ilvy Njiokiktjien VII Photo Ato de amamentar também ajuda a economizar custos para famílias

 

As atividades realizadas na Semana Mundial da Amamentação pretendem incentivar o aleitamento materno e promover a melhora da saúde dos bebês em todo o mundo. A meta é realçar que o ato de amamentar é a melhor fonte de nutrientes na primeira infância. 

Aumento  

O tema da Semana Mundial da Amamentação em 2021 é “Proteger o Aleitamento Materno: Uma Responsabilidade Compartilhada”. 

Em relatório publicado este ano, a OMS estima que nas últimas quatro décadas houve um aumento de 50% no aleitamento materno exclusivo.  

Uma mãe amamenta seu bebê recém-nascido em um leito hospitalar em um centro de saúde em Bumbu, Kinshasa, República Democrática do Congo.
Unicef/UN0156352/Dubourthoumieu OMS lembra que o nascimento de uma criança é um momento que muda a vida

 

O resultado da medida são 900 milhões de bebês se beneficiando com o aumento da sobrevivência, o crescimento e o desenvolvimento, graças à amamentação exclusiva. 

As vantagens do aleitamento vão desde a nutrição, a saúde e o bem-estar de uma criança ao longo da vida. O ato ajuda a reduzir alergias, eczema e asma, além de cânceres infantis, incluindo leucemia e linfomas.  

Custos  

O método também ajuda a economizar custos para famílias, unidades de saúde e governos ao proteger as crianças de infecções e salvar vidas. Além disso, consolida o vínculo emocional entre mães e bebês e tem um efeito positivo na saúde mental. 

Para as mães, o aleitamento reduz o risco de doenças como diabetes ou cânceres de mama e ovário.

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