Novo relatório prevê cenário do mercado de trabalho pós-pandemia no Brasil
BR

21 julho 2021

Publicação do Banco Mundial destaca perda de 7,8 milhões de empregos na América Latina e Caribe; estudo “Emprego em crise” sugere que medidas atuais para baixar efeitos da crise terão impacto na próxima década.

O Banco Mundial realizou o webinário “Emprego em Crise” que debateu as implicações da pandemia para o mercado laboral no Brasil pós-Covid-19.

O encontro realizado esta terça-feira teve a participação do novo economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e Caribe, Bill Malloney.

Lançada em 2010, a Regra de Permanência permite que beneficiários recebam o Bolsa Família por mais dois anos quando sua renda ultrapassa a linha de elegibilidade do programa
Agência Brasil/Marcelo Camargo
Lançada em 2010, a Regra de Permanência permite que beneficiários recebam o Bolsa Família por mais dois anos quando sua renda ultrapassa a linha de elegibilidade do programa

Gastos

O relatório Emprego em crise: o caminho para melhores empregos em uma pós-Covid-19 na América Latina estima que 7,8 milhões de cidadãos no Brasil tenham visto seus empregos desaparecer por conta da pandemia.

Num caso que ilustra a situação,  Thuany Belizário, de 25 anos, foi demitida quando a empresa em que trabalhava teve que cortar gastos por conta da crise. Mesmo com o seguro-desemprego e a renda fixa do marido, as contas da moradora de São Paulo se acumulam.

Thuany revela que como todo brasileiro no meio da pandemia: “paga uma conta, deixa outra e assim vai”.

O relatório aponta que os efeitos da crise são mais graves naqueles trabalhadores menos qualificados.

Cepal defende a criação de mais empregos na região
Agência Brasil/Marcelo Camargo
Cepal defende a criação de mais empregos na região

Dificuldade

Outro exemplo da dificuldade de lidar com o cenário é de Regileide Carvalho. Quando a pandemia atingiu Brasília, ela trabalhava como massoterapeuta há 10 anos.

Régia, como é conhecida, conta que a vida desde então não está fácil e “por conta disso, o meio de trabalho agora é atender ao domicílio”. Mas ela enfrenta muita dificuldade.

Para a economista sênior do Banco Mundial e co-autora do estudo, Joana Silva, a conclusão é clara que o que for feito agora vai afetar não só o próximo ano ou o seguinte, mas a próxima década. Ela defendeu que “a responsabilidade é grande”.

 

Do Banco Mundial para a ONU News, Bárbara Cruz.

 

 

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