Novo relatório prevê cenário do mercado de trabalho pós-pandemia no Brasil
BR

21 julho 2021

Publicação do Banco Mundial destaca perda de 7,8 milhões de empregos na América Latina e Caribe; estudo “Emprego em crise” sugere que medidas atuais para baixar efeitos da crise terão impacto na próxima década.

O Banco Mundial realizou o webinário “Emprego em Crise” que debateu as implicações da pandemia para o mercado laboral no Brasil pós-Covid-19.

O encontro realizado esta terça-feira teve a participação do novo economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e Caribe, Bill Malloney.

Banco Mundial realizou o webinário “Emprego em Crise” que debateu as implicações da pandemia para o mercado laboral no Brasil pós-Covid-19
Agência Brasil/Marcelo Camargo
Banco Mundial realizou o webinário “Emprego em Crise” que debateu as implicações da pandemia para o mercado laboral no Brasil pós-Covid-19

Gastos

O relatório Emprego em crise: o caminho para melhores empregos em uma pós-Covid-19 na América Latina estima que 7,8 milhões de cidadãos no Brasil tenham visto seus empregos desaparecer por conta da pandemia.

Num caso que ilustra a situação,  Thuany Belizário, de 25 anos, foi demitida quando a empresa em que trabalhava teve que cortar gastos por conta da crise. Mesmo com o seguro-desemprego e a renda fixa do marido, as contas da moradora de São Paulo se acumulam.

Thuany revela que como todo brasileiro no meio da pandemia: “paga uma conta, deixa outra e assim vai”.

O relatório aponta que os efeitos da crise são mais graves naqueles trabalhadores menos qualificados.

Mais de 7,8 milhões de cidadãos no Brasil teriam perdido seus empregos por conta da pandemia
Agência Brasil/Marcelo Camargo
Mais de 7,8 milhões de cidadãos no Brasil teriam perdido seus empregos por conta da pandemia

Dificuldade

Outro exemplo da dificuldade de lidar com o cenário é de Regileide Carvalho. Quando a pandemia atingiu Brasília, ela trabalhava como massoterapeuta há 10 anos.

Régia, como é conhecida, conta que a vida desde então não está fácil e “por conta disso, o meio de trabalho agora é atender ao domicílio”. Mas ela enfrenta muita dificuldade.

Para a economista sênior do Banco Mundial e co-autora do estudo, Joana Silva, a conclusão é clara que o que for feito agora vai afetar não só o próximo ano ou o seguinte, mas a próxima década. Ela defendeu que “a responsabilidade é grande”.

 

Do Banco Mundial para a ONU News, Bárbara Cruz.

 

 

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