Europa Ocidental teve quantidade de chuva de dois meses em dois dias 
BR

16 julho 2021

Alemanha e Bélgica somam mais de uma centena de mortos; desaparecidos ainda estão sendo buscados; Organização Meteorológica Mundial realça que precisa ser investigada a conexão para a perturbação em grande escala no Hemisfério Norte. 

Pelo menos 110 pessoas morreram devido a chuvas fortes que provocaram inundações na Europa Ocidental.  

Agências de notícias revelaram que em áreas do oeste da Alemanha e da Bélgica ocorrem operações de busca e resgate por centenas de desaparecidos. 

Assistência

O secretário-geral expressou tristeza pela perda de vidas e destruição de bens destacando ainda os danos causados na Holanda. Ele solidarizou-se com as famílias das vítimas, os governos e os povos dos países afectados.

Em nota emitida pelo seu porta-voz, António Guterres destaca que "as Nações Unidas estão prontas para contribuir para os esforços contínuos de resgate e assistência, se necessário".

O mês de janeiro deste ano foi o mais quente já registrado no mundo.
Reprodução/OMM
O mês de janeiro deste ano foi o mais quente já registrado no mundo.

 

Nesta sexta-feira, a Organização Meteorológica Mundial, OMM, revelou que em algumas partes da Europa Ocidental caiu uma quantidade de chuva de dois meses no espaço de dois dias.  

Em nota emitida em Genebra, a agência da ONU realça que o pior é que os solos já estavam saturados por chuvas anteriores. 

A porta-voz Clare Nullis disse que ainda é muito cedo para considerar que as enchentes e a onda de calor prévia são efeitos do aquecimento e do aumento das temperaturas globais. 

Mas a especialista apontou que “as mudanças climáticas já estão aumentando a frequência dos eventos extremos e vários episódios isolados foram agravados pelo aquecimento global”.  

Qualidade do ar  

A OMM revela que áreas da Escandinávia são afetadas por uma onda de calor sem precedentes, enquanto na Sibéria há nuvens de fumaça afetando a qualidade do ar em toda a linha de dados internacional no Alasca.  

Estudos nos EUA apontam para a influência de mudanças climáticas nas recentes ondas de calor
Unsplash/Alex Mertz
Estudos nos EUA apontam para a influência de mudanças climáticas nas recentes ondas de calor

 

No oeste da América dos Norte também ocorreram incêndios florestais arrasadores. Nos Estados Unidos, alguns estudos apontam para a influência de mudanças climáticas por ação humana na série de episódios recentes de ondas de calor. 

O clima em todo o Hemisfério Norte mostrou padrões incomuns de ondas planetárias que neste verão trouxeram calor, secas, frio e condições úmidas sem precedentes em vários lugares.  

A agência realça que precisa ser investigada a conexão dessa perturbação em grande escala ocorrida na temporada com o aquecimento do Ártico e o acúmulo de calor no oceano. 

 

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