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Policial do Níger e instituição do México ganham Prêmio de População da ONU  BR

Uma grande multidão de migrantes centro-americanos caminha por uma estrada rural em Matías Romero, Oaxaca, México. Ao fundo, montanhas verdes se elevam sob um céu nublado. Algumas pessoas estão em veículos, enquanto outras carregam mochilas durante a jornada.
OIM / Rafael Rodríguez Distinção reconhece desempenho em áreas como população, desenvolvimento e saúde reprodutiva.

Policial do Níger e instituição do México ganham Prêmio de População da ONU 

Direitos humanos

Líder e inovadora, Hassane Haousseize Zouera é a mais nova a receber a distinção; instituição mexicana criou Atlas de Gênero e plataformas para acompanhar desafios de mulheres, meninas e jovens indígenas. 

O Prêmio População das Nações Unidas de 2021 foi atribuído à superintendente de polícia do Níger, Hassane Haousseize Zouera, e à Diretoria Geral de População de Oaxaca, do México. 

Todos os anos, o reconhecimento é feito a um indivíduo e uma instituição por contribuições para questões da população, do desenvolvimento e da saúde reprodutiva. 

Mulheres 

O painel reconheceu a comissária Zouera como líder no enfrentamento da violência de gênero e por contribuições para tornar o Níger um lugar mais seguro para mulheres e meninas.  

O Fundo da ONU para a População, Unfpa,  exerce o secretariado do Comitê para o Prêmio da População das Nações Unidas que junta representantes de 10 Estados-membros. 

Duas mulheres deslocadas com lenços na cabeça no campo de deslocados de Awaradi, no Níger, em dezembro de 2019.
Ocha/Eve Sabbagh Iniciativa liderada pela policial nigerina apoiou combate à violência baseada de gênero

 

A Diretoria Geral de População de Oaxaca foi aclamada pelo trabalho pioneiro em saúde reprodutiva e outras questões que afetam povos indígenas no estado do México. A região está entre as cinco com os maiores índices nacionais de feminicídio. 

Perfil dos vencedores 

Nascida em 1983, Hassane Haousseize Zouera é não apenas a mais nova vencedora do prêmio, mas também superintendente feminina da força policial do Níger. Ela liderou a corporação em uma iniciativa que prioriza a proteção de migrantes, mulheres, crianças e jovens. 

Como chefe da Divisão para a Proteção de Menores e Mulheres, ela coordena o trabalho de 107 brigadas em todo o país desde 2020. Todas as unidades respondem à violência de gênero.  

A premiada destaca-se pela forma como executa as políticas nacionais na área. Ela criou um banco de dados eletrônico que monitoriza  a violência e facilita o encaminhamento de casos em todo o país.  

O Unfpa destaca que a força policial do país africano melhorou o combate à violência baseada de gênero e o apoio aos sobreviventes. Ela é tida como um “modelo e mentora para outras mulheres que aspiram ascender no serviço público.” 

Indígenas 

A Direção Geral de População de Oaxaca, Digepo, foi criada em 1998 para implementar a política populacional em nível local no estado mexicano.  

Duas mulheres indígenas estão sentadas no chão, separando e secando grãos de café sobre uma esteira trançada em uma área rural montanhosa.
FAOALC Vice-chefe da ONU destacou potencial das comunidades indígenas

 

No país, a instituição é reconhecida pelas contribuições para as políticas públicas e ações para apoiar e melhorar a vida de mulheres, meninas, crianças vulneráveis e povos indígenas.  

O impacto com materiais técnicos, de defesa e educação, é forte quando se trata de abordar questões críticas no país, incluindo desigualdade de gênero, gravidez na adolescência e trabalho infantil. 

Plataformas  

A Digepo criou o “Atlas de Gênero de Oaxaca” que identifica os desafios de gênero e montou plataformas para monitorar e prevenir a gravidez na adolescência, eliminar a violência sexual e promover escolhas saudáveis para os jovens. 

A entidade mexicana também produziu materiais desencorajando o trabalho infantil e incentivando a prevenção do HIV.