Perspectiva Global Reportagens Humanas
William G. Dundon, biólogo molecular, prepara-se para a extração do genoma viral dentro de um gabinete de biossegurança no Laboratório de Proteção e Saúde Animal da OIEA, na Áustria.

OMS faz primeiras recomendações globais sobre edição do genoma humano  BR

Aeia/Dean Calma OMS defende que edição do genoma tem potencial para tratar e curar doenças

OMS faz primeiras recomendações globais sobre edição do genoma humano 

Saúde

Relatórios divulgados pela agência trazem indicações para ajudar a estabelecer, de forma segura, a edição do genoma como uma ferramenta de saúde pública; destacado potencial para diagnósticos mais rápidos e prevenção de doenças genéticas.  

A Organização Mundial da Saúde, OMS, está fazendo, pela primeira vez, recomendações para garantir que a edição do genoma humano seja uma ferramenta global de saúde pública segura, ética e eficaz.  

O diretor-geral da agência lembra que editar o genoma “tem o potencial de aumentar a capacidade de tratar e de curar doenças”. Mas Tedros Ghebreyesus destaca que toda a população precisa ser beneficiada, sendo importante evitar o aumento das desigualdades no setor de saúde entre países.  

Prevenção de doenças  

A OMS lembra alguns benefícios da edição do genoma humano: diagnósticos mais rápidos e precisos, tratamentos mais eficientes e até prevenção de doenças genéticas.  

Imagens de microscopia de fluorescência de células HeLa em uma placa de múltiplas cavidades, mostrando as posições dos genes dentro dos núcleos celulares como pontos vermelhos, verdes e azuis.
Unsplash/NCI Diretrizes da OMS buscam em garantir que em todos os países, a edição do genoma seja feita de maneira ética e segura

 

Um dos exemplos são as terapias que modificam o DNA de um paciente para tratar ou curar uma doença. A OMS destaca que já houve sucesso em casos de HIV e a “técnica tem potencial para melhorar vários tratamentos contra o câncer”.  

Riscos  

Mas existem riscos: alterar o genoma de embriões, por exemplo, pode ter reflexos em gerações futuras e com isso, são modificados os traços genéticos dos descendentes.  

Os estudos divulgados pela agência da ONU nesta segunda-feira trazem várias recomendações sobre edição de genoma, focando em áreas como registros, pesquisas internacionais, pesquisas ilegais, antiéticas ou inseguras e propriedade intelectual. 

As diretrizes da OMS buscam em garantir que em todos os países, a edição do genoma seja feita de maneira ética e segura. Segundo agência, foram dois anos de estudo envolvendo cientistas, pesquisadores, pacientes, líderes religiosos e povos indígenas.