Direitos e escolhas em saúde reprodutiva são foco no Dia Mundial da População 
BR

11 julho 2021

Fundo das Nações Unidas para a População, Unfpa, destaca que a pandemia de Covid-19 causa duas situações distintas: pessoas com acesso a serviços de saúde reprodutiva tendem a adiar ter filhos, enquanto os índices de gravidez aumentam entre as populações mais vulneráveis; data é celebrada este domingo, 11 de julho. 

Este domingo, 11 de julho, é o Dia Mundial da População. Neste ano, as Nações Unidas estão chamando a atenção para os serviços de saúde reprodutiva durante a pandemia de Covid-19. 

Estimativas recentes da organização indicam que com a crise de saúde, 47 milhões de mulheres e de meninas foram empurradas para a pobreza extrema.

Sistemas de saúde

Em mensagem para marcar a data, o secretário-geral da ONU destaca que desde o início da pandemia, foram desviados recursos que estavam destinados a serviços de saúde sexual e reprodutiva.

Pelo menos 12 milhões de mulheres tiveram problemas no acesso a serviços de planejamento familiar
Unfpa Moçambique/Epidauro Manjate
Pelo menos 12 milhões de mulheres tiveram problemas no acesso a serviços de planejamento familiar

 

António Guterres considera “inaceitável esta brecha no acesso aos direitos de saúde” e lembra que neste dia mundial, é importante haver um compromisso para garantir os direitos de todos à saúde reprodutiva.

O Fundo da ONU para a População, Unfpa, destaca que a crise nos sistemas de saúde vem causando duas situações bastante distintas.  Segundo o Unfpa, pessoas com acesso a serviços de saúde reprodutiva geralmente optam por adiar uma gravidez.

Por outro lado, falhas no acesso a anticoncepcionais, aliadas a temporadas de confinamento, levam a um aumento da taxa de fertilidade entre as comunidades mais vulneráveis. 

ONU ressalta grandes disparidades entre países de rendas alta e baixa
ONU/David Ohana
ONU ressalta grandes disparidades entre países de rendas alta e baixa

Família

A diretora-executiva do Unfpa, Natalia Kanem, afirma ser alarmante quando as pessoas não conseguem exercer seus direitos à saúde reprodutiva. Segundo ela, a pandemia pode até influenciar nas escolhas, mas o que não muda é o direito de decidir quando ter um bebê ou o direito em querer ou não formar uma família.  

Para mudar essa tendência, seja de aumento ou de queda na fertilidade, o Unfpa ressalta que direitos e escolhas sobre saúde reprodutiva são essenciais. Uma estimativa da agência feita em março mostrou que pelo menos 12 milhões de mulheres estavam enfrentando problemas no acesso a serviços de planejamento familiar.  

No Dia Mundial da População, as Nações Unidas destacam ainda um estudo que mostra o aumento nas taxas de mortalidade materna e neonatal desde o início da pandemia, com grandes disparidades entre países de rendas alta e baixa.  

Mãe e filho são atendidos na Clínica Comunitária de Mobarakpur em Kulaura Upazila, nordeste de Bangladesh.
ONU//Mark Garten
Mãe e filho são atendidos na Clínica Comunitária de Mobarakpur em Kulaura Upazila, nordeste de Bangladesh.

 

 

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