Conselho de Segurança renova por um ano acesso humanitário ao noroeste da Síria  
BR

9 julho 2021

Caminho de Bab al-Hawa é o único que permite a passagem de auxílio; assistência inclui meios para combater a Covid-19; secretário-geral saudou a adoção após advertir sobre consequências arrasadoras do fracasso em prolongar a autorização. 

O Conselho de Segurança renovou esta sexta-feira, por um ano, o mandato do mecanismo de entrega de ajuda humanitária transfronteiriça à Síria.   

Os 15 Estados-membros do órgão adotaram por unanimidade a proposta da Irlanda e da Noruega, um dia antes de expirar a atual autorização. 

Travessia  

O documento determina que agências da ONU e seus parceiros continuem utilizando a travessia de Bab al-Hawa, na fronteira entre os territórios sírio e turco, até 10 de julho de 2022.  

Recentemente, o secretário-geral apresentou um relatório ao órgão destacando que uma falha em estender o mandato teria consequências arrasadoras.  

Famílias sírias buscaram segurança em Afrin em janeiro de 2020, na província rural de Aleppo, depois de fugir do conflito em Idlib
Unicef/Khalil Ashawi
Famílias sírias buscaram segurança em Afrin em janeiro de 2020, na província rural de Aleppo, depois de fugir do conflito em Idlib

 

Em nota, emitida logo após a nova medida, António Guterres saúda a extensão do prazo, destacando que a assistência humanitária transfronteiriça “continua sendo uma tábua de salvação para milhões de pessoas que vivem dentro e fora da área”.  

Guterres sublinha que a nova autorização garantirá a continuidade do auxílio para mais de 3,4 milhões necessitados, incluindo 1 milhão de crianças.  

O líder da ONU ressalta que as necessidades continuam, no entanto, “a superar a resposta” e que mais passagens e fundos permitiriam que a organização fizesse mais para ajudar o número crescente de pessoas que precisam. 

Resposta  

A organização garante continuar engajada com as partes para facilitar os comboios das linhas cruzadas que também “são essenciais para a expansão da resposta geral à medida que as necessidades humanitárias continuam a crescer.” 

Antes da adoção da nova proposta, a Rússia apresentou um projeto prevendo que o mandato para a travessia de Bab al-Hawa fosse estendido por seis meses, até janeiro.   

A nova medida reconhece que “as atividades humanitárias são mais amplas do que apenas atender às necessidades imediatas da população afetada e devem incluir apoio a serviços essenciais”. Entre eles estão fornecimento de água, saneamento, saúde, educação e projetos de recuperação precoce de abrigos”. 

Uma família foge da violência em Idlib, na Síria.
Ocha/HFO
Uma família foge da violência em Idlib, na Síria.

O secretário-geral deverá informar ao Conselho sobre a transparência nas operações e o progresso no acesso para atender às necessidades humanitárias, destaca a resolução. 

Impacto  

O órgão pede que haja atuação internacional “com medidas práticas para responder às necessidades urgentes do povo sírio, à luz do profundo impacto socioeconômico e humanitário da pandemia da Covid-19.  

O documento relembra que é preciso que o acesso humanitário seja “completo, seguro e desimpedido, sem demora, inclusive para pessoal humanitário e médico, equipamento, transporte e suprimentos para facilitar a entrega de ajuda”. 

Em 2014, o Conselho autorizou pela primeira vez uma operação de ajuda transfronteiriça na Síria através de quatro pontos.  

No ano passado, a travessia foi reduzida ao ponto de passagem da Turquia, que leva a uma área do noroeste da Síria controlada pelos rebeldes. 

Ajuda é entregue à Síria vindo da Turquia, através da passagem de fronteira de Bab El Hawa
© Unocha
Ajuda é entregue à Síria vindo da Turquia, através da passagem de fronteira de Bab El Hawa

 

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