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Jovenel Moïse, Presidente da República do Haiti, discursa no debate geral da septuagésima terceira sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Governo do Haiti pede ajuda internacional para esclarecer morte de presidente   BR

ONU/Cia Pak Conselho de Segurança condenou o assassinato do presidente do Haiti, Jovenel Moise

Governo do Haiti pede ajuda internacional para esclarecer morte de presidente  

Paz e segurança

Solicitação partiu do embaixador do país junto à ONU em reunião fechada do Conselho de Segurança; enviada do secretário-geral diz que pedido deve ser relevado; organização diz-se pronta a apoiar investigações com perícia necessária.

O assassinato do presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi destaque numa reunião às portas fechadas do Conselho de Segurança que esta quinta-feira teve um informe da representante especial do secretário-geral no país Helen La Lime. 

A também chefe do Escritório Integrado da ONU no Haiti, Binuh, anunciou que o embaixador haitiano junto à organização solicitou apoio internacional para as investigações. Ela advertiu que esse pedido deve ser levado a sério pela comunidade internacional. 

Assistência  

Face à solicitação de assistência para a investigação, La Lime disse que a missão política está disposta a ajudar com o que for preciso e nas perícias. Ela acrescentou que deve ser especificado o tipo de assistência de segurança.  

Rua vazia em Porto Príncipe, Haiti, com resíduos de incêndio e pichações nas vitrines, após uma greve geral.
Minujusth/Leonora Baumann ONU assegura que continuará ao lado do povo do Haiti e das autoridades nacionais.

 

A enviada realçou que as próximas duas semanas serão cruciais para que as investigações ocorram e os culpados sejam levados à justiça. 

A representante frisou que pelo menos seis pessoas foram presas e a polícia haitiana trabalha arduamente para prender o “comando que entrou no complexo residencial e atacou o presidente e a esposa”. Antes da reunião do Conselho, agências de notícias informaram que as autoridades policiais anunciaram a morte de quatro suspeitos e que outros continuam foragidos. 

Tragédia  

Para a representante da ONU “é ainda muito cedo para comentar exatamente o que aconteceu” e examinar as circunstâncias em redor da violência, mas as investigações nacionais começaram e vão continuar.  

La Lime considerou ainda que a situação é muito séria neste momento após o que chamou “assassinato de forma covarde”. Ela assegurou que a ONU continuará ao lado do povo do Haiti e das autoridades nacionais.  

A representação da ONU trabalha “muito e de forma bastante próxima de todos os envolvidos”.  La Lime elogiou a resiliência do povo haitiano “que permaneceu calmo após essa tragédia nacional”.  

Policiais femininas de Bangladesh, responsáveis ​​pelas forças de paz, formam uma fileira com seus fuzis durante uma cerimônia de partida no Haiti, sob um céu nublado.
MINUSTAH/Logan Abassi Polícia ao serviço da missão da ONU no Haiti

 

A chefe da Binuh disse incentivou às partes envolvidas na questão a permanecerem unidas, realçando que estas precisam “deixar de lado suas diferenças e traçar um caminho comum a seguir e para superar de forma pacífica o momento difícil”. 

Calendário eleitoral 

Na quarta-feira, o primeiro-ministro haitiano se encontrou com representantes da comunidade internacional e assegurou que o seu governo está empenhado no diálogo e na continuidade do processo para a realização das eleições. De acordo com o calendário eleitoral, divulgado na semana passada, a votação para as legislativas e presidenciais será realizada em 26 de setembro deste ano.  

Antes, o Conselho de Segurança condenou o assassinato “nos mais veementes termos” pedindo que os autores do crime hediondo fossem prontamente levados à justiça. 

Aos políticos do Haiti, os 15 Estados-membros do Conselho apelaram que se abstenham de quaisquer atos de violência ou incitamento e tenham calma, contenção evitando atos que piore a instabilidade. 

O Conselho pediu diálogo e reafirmou sua determinação em monitorar a situação em curso reiterando que é essencial “respeitar o Estado de direito e garantir a segurança das pessoas e operações da ONU” no Haiti.