Melhorar serviços de previsão do clima pode salvar 23 mil vidas por ano
BR

8 julho 2021

Divulgado o primeiro relatório sobre deficiências no setor hidrometeorológico; aprimorar a previsão do tempo, os sistemas de alerta precoce e a informação climática também podem gerar benefícios anuais de US$ 162 bilhões.

As Nações Unidas divulgaram esta quinta-feira o primeiro relatório sobre deficiências do setor hidrometeorológico, batizado de Hydromet. Implementar ações que melhorem a previsão do tempo e os sistemas de alerta precoce sobre eventos climáticos pode ajudar a salvar 23 mil vidas por ano.

Os benefícios poderão também ser sentidos no setor financeiro, com economias anuais de US$ 162 bilhões. O relatório foi produzido por várias entidades, incluindo a Organização Meteorológica Mundial, OMM.

Sistemas de monitoramento do tempo, como este em Uganda, podem salvar vidas e construir melhores meios de subsistência para os pequenos agricultores
Pnud/Andrea Egan
Sistemas de monitoramento do tempo, como este em Uganda, podem salvar vidas e construir melhores meios de subsistência para os pequenos agricultores

Redução das Emissões 

Investir em sistemas que detectam de forma antecipada eventos climáticos cria benefícios que valem até 10 vezes mais do que seu próprio custo. Ainda assim, apenas 40% dos países do mundo têm programas de alerta eficientes. 

O secretário-geral da OMM explicou que “a última década foi a mais quente de todas”. 
Petteri Taalas destacou que “a temperatura global é 1,2º C mais quente do que os níveis da era pré-industrial”, sendo que o mundo está longe das metas de redução da emissão de gases de efeito estufa. 

A última década foi a mais quente desde que há registros, segundo a OMM
Unsplash/John Towner
A última década foi a mais quente desde que há registros, segundo a OMM

Impactos 

Ele lembrou ainda que a meta firmada no Acordo de Paris é de limitar o aumento da temperatura em 1,5º C. Segundo Taalas, “serviços sobre o clima baseados na ciência e na análise de dados são a base para medidas de adaptação eficazes”. 

O chefe da OMM afirmou que são os países em desenvolvimento os que mais sofrem com os impactos dos desastres naturais: essas nações tem três vezes mais chances de enfrentar um evento climático extremo do que os países de renda alta. 
 

 

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