Praia e Quelimane integram Programa de Ação para Cidades Verdes na África 
BR

24 junho 2021

Além de ambas as cidades de língua portuguesa, cartas de intenção foram assinadas também em Nairóbi, Antananarivo e Kigali; meta é tornarr as capitais mais integradas nos sistemas agroalimentares. 

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, lançou o Programa de Ação Regional para Cidades Verdes na África. 

Duas cidades de língua portuguesa: Cidade da Praia, em Cabo Verde, e Quelimane em Moçambique participaram da cerimônia de assinatura de uma carta de intenção. 

Vida melhor 

O objetivo é levar soluções inovadoras para as capitais e fazer da rápida urbanização uma chance de construir cidades mais resilientes, mais sustentáveis e com acesso a alimentos saudáveis.  

Diretora-geral adjunta da FAO, Maria Helena Semedo. Agência quer que autoridades envolvam os moradores das cidades no projeto
FAO/Roberto Cenciarelli
Diretora-geral adjunta da FAO, Maria Helena Semedo. Agência quer que autoridades envolvam os moradores das cidades no projeto

 

Os centros urbanos também devem oferecer uma vida melhor para todos. 

Além das cidades de Moçambique e Cabo Verde, firmaram também Antananarivo em Madagáscar, Kigali em Ruanda, Kisumu e Nairóbi no Quênia. 

Pela proposta, as seis cidades já entram na fase piloto com outros mil municípios em todo o globo até 2030. 

O diretor-geral da FAO, Qu Dongyu disse que é possível redesenhar as cidades com um sistema mais sustentável e saudável de produção de alimentos, espaços e estilos de vida verdes com trabalho para os cidadãos. 

Soluções inovadoras 

Ele lembra que com políticas e planejamento certos e soluções inovadoras, as comunidades podem construir resiliência e melhorar o bem-estar de todos nos centros urbanos e periferias. 

Jovem carrega bandeira de Cabo Verde na cidade da Praia.
ONU Cabo Verde
Jovem carrega bandeira de Cabo Verde na cidade da Praia.

 

Os prefeitos das seis cidades-piloto também falaram no lançamento assim como representantes do Ministério do Meio Ambiente do Senegal, e a vice-diretora-geral da FAO, Maria Helena Semedo. 

A agência pediu às autoridades que envolvam os moradores das cidades no projeto, assim como a juventude, a comunidade empresarial e tecnológica para que possam ser criadas estratégias inteligentes de combate à mudança climática. 

Atualmente, 55% da população mundial vive em cidades, e este número deve subir para 68% até 2050.  

A vasta maioria vem de países de renda baixa especialmente na África e na Ásia. 

 

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