Reeleição de Guterres reflete bom momento internacional da lusofonia, diz presidente de Portugal
BR

21 junho 2021

Marcelo Rebelo de Sousa falou à ONU News após participar da cerimônia da eleição do segundo mandato de Guterres, na Assembleia Geral da ONU, em 18 de junho; ele comentou ainda recuperação da Covid-19, situação de migrantes e refugiados e mudança climática entre outros temas.

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, disse à ONU News que a reeleição de António Guterres, como secretário-geral das Nações Unidas, é um motivo de “honra para os portugueses.”

O chefe de Estado esteve em Nova Iorque, na semana passada, para a cerimônia da eleição, por aclamação, do segundo mandato de Guterres, que começará em 1 de janeiro de 2022.

Desafios

Para Marcelo Rebelo de Sousa, este é um bom momento para o mundo que fala português e também utiliza a língua em ações de concertação política no cenário internacional.

Ele afirma estar “apostando tudo” no segundo mandato de Guterres, que coincide com a recuperação da pandemia da Covid-19, e por isso, não está livre de desafios.

“Isso eu sinto: que é uma honra para os portugueses verem à frente de uma instituição tão importante como secretário-geral um português. E depois, não escondo um lado pessoal. Eu conheço António Guterres desde os 16 anos de idade. Formávamos parte do mesmo grupo. Sonhávamos em conjunto. Trabalhávamos em conjunto. Portugal era uma ditadura, sonhávamos com a democracia, sonhávamos com o desenvolvimento, sonhávamos com a descolonização que era crucial.  Sonhávamos com uma nova comunidade de países que falam a mesma língua. Sonhávamos com tanta coisa diferente...E quis o acaso ou o destino, que muitas décadas depois, eu pudesse como Presidente da República Portuguesa testemunhar, duas vezes, a eleição do meu companheiro de luta naquela altura. Em democracia, ele foi primeiro-ministro, eu era o líder da oposição. Mas continuávamos, naturalmente, a manter a mesma amizade sempre. E até uma cumplicidade ao pensar na sociedade portuguesa.”

António Guterres recebe cumprimentos após ter prestado juramento pelo segundo mandato de cinco anos como secretário-geral das Nações Unidas
ONU/Eskinder Debebe
António Guterres recebe cumprimentos após ter prestado juramento pelo segundo mandato de cinco anos como secretário-geral das Nações Unidas

Moçambique

Marcelo Rebelo de Sousa contou que é o primeiro chefe de Estado a visitar a sede da ONU, em Nova Iorque, desde o início da pandemia, no ano passado. O presidente português ressaltou a cooperação da lusofonia também na vitória do Brasil para um assento permanente no Conselho de Segurança, que começa em janeiro de 2022, e disse que essa mesma concertação deverá apoiar uma eventual candidatura de Moçambique a uma cadeira rotativa no Conselho em um ano ou pouco mais.

Secretário-geral da ONU, António Guterres, com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa
ONU News
Secretário-geral da ONU, António Guterres, com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa

Momento certo

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que “Guterres é a pessoa certa no momento certo e no lugar certo.” Além de Guterres à frente da ONU, outros cidadãos portugueses estão em postos-chave internacionais como o ex-primeiro-ministro do país, José Manuel Durão Barroso que chefia a Aliança Global para as Vacinas, Gavi, desde o início deste ano. 

Em 2020, o ex-deputado português, Duarte Pacheco, assumiu a presidência da União Inter Parlamentar. Já a Organização Internacional para Migrações, OIM, é liderada por António Vitorino.
 

 

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