
Dia Internacional da Conscientização sobre Albinismo exalta conquistas
Força apesar de todas as probabilidades é o tema de 2021; secretário-geral diz que é preciso “desmistificar condição e acabar com a discriminação” ao grupo; ONU incentiva esforço global para se recuperar melhor da pandemia.
Este 13 de junho, as Nações Unidas marcam o Dia Internacional da Conscientização sobre o Albinismo sob o lema Força apesar de todas as probabilidades.
Em mensagem, o secretário-geral António Guterres destaca que o tema reflete a resiliência, a perseverança e as realizações de pessoas com albinismo perante conceitos errôneos generalizados, discriminação e violência.
Obstáculos
Guterres defende que apesar desses obstáculos ao bem-estar e à segurança, os líderes de organizações que representam pessoas com albinismo continuam atuando arduamente em apoio aos mais vulneráveis.

Para ele, é animador que pessoas com albinismo ocupem, “cada vez mais, seu lugar de direito” em espaços de decisão levando a compromissos significativos como o Plano de Ação sobre o Albinismo na África.
Guterres disse haver muito a fazer, ao reconhecer que persistem desafios em comportamento e saúde das pessoas que vivem com albinismo.
Apoio
Parao chefe da ONU, é preciso desmistificar a condição e acabar com a discriminação. E pediu a todos que protejam e respeitem os direitos humanos de quem tem albinismo.
Em 2021, as celebrações realçam as conquistas do grupo.
Vários eventos citam enfrentamento e superação das expectativas em todos os domínios da vida, além de incentivar a participação no esforço global por uma recuperação melhor da pandemia.
De acordo com as estimativas, América do Norte e Europa têm menos casos de albinismo. A média global é uma em cada 17 mil a 20 mil.
Melanina
Já na África Subsaariana, uma em cada 1,4 mil pessoas vive com albinismo em países como a Tanzânia. No Zimbábue ou outros grupos étnicos específicos na África Austral, a proporção é de um caso em cada mil.
Devido à falta de melanina as pessoas com albinismo são altamente vulneráveis a adoecer de câncer de pele.
Em alguns países é frequentemente que a morte ocorra entre 30 e 40 anos.
A ONU destaca que há séculos, a superstição influencia crenças e mitos persistentes em várias comunidades, o que coloca em risco a segurança e a vida das pessoas com albinismo.
Esse tipo de discursos se reflete em atitudes e práticas culturais em todo o mundo.
