Preparação para temporada de furacões com “atividade fora do normal” junta AL  
BR

10 junho 2021

Opas alerta para possível destruição por ventos fortes e enchentes na América Latina e Caribe; braço regional da OMS já entrega suprimentos de emergência e apoia medidas de segurança de instalações essenciais. 

Uma reunião da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, com entidades regionais debate nesta quinta-feira a busca de recursos, ações de preparação e prontidão para desastres.  

As primeiras previsões para a temporada de furacões 2021 no Atlântico, que se estende de junho a novembro, apontam para 60% de probabilidade de uma atividade acima do normal. 

Tempestades 

A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, Noaa, estima que este ano deverão ocorrer entre 13 a 20 tempestades identificadas. Cinco delas serão grandes furacões. 

No ano passado, a época de furacões bateu o recorde de 30 nomes de tempestades tropicais
Instituto Nacional de Meteorologia da Costa Rica
No ano passado, a época de furacões bateu o recorde de 30 nomes de tempestades tropicais

 

No evento, a Opas junta representantes de agências de coordenação de desastres incluindo a Organização Meteorológica Mundial, OMM, o Centro de Coordenação para Prevenção de Desastres Naturais na América Central e a Agência Caribenha de Gestão de Emergências de Desastres. 

A diretora da Opas, Carissa Etienne, pediu que as autoridades dos países em risco de furacões se preparem para um cenário ainda mais crítico do que o normal devido à pandemia e à potencial devastação de ventos fortes e enchentes. 

Etienne chamou a atenção para a “ameaça dupla”, para a qual se deve garantir serviços de saúde “totalmente operacionais e proteger o bem-estar das populações antes, durante e depois dos furacões”.  

Isolamento 

Outra necessidade é assegurar cuidados de emergência, hospitalização, leitos de UTI, laboratórios e centros de quarentena e isolamento protegidos e funcionais. ” 

A Opas já entrega suprimentos de emergência e ajuda na segurança de instalações essenciais em países da América Latina e do Caribe. 

Imagem do Iota se aproximando da América Central
NASA
Imagem do Iota se aproximando da América Central

 

O apelo às autoridades, especialmente as do Caribe, da América Central, do México e do norte da América do Sul, é que atualizem os planos nacionais de resposta a furacões e realizem exercícios de simulação. 

A chefe da Opas diz que os países deveriam aprimorar os planos de evacuação, levando em consideração medidas adicionais de distanciamento físico e higiene e saneamento extras nos abrigos.  

Suprimentos 

O reforço deve ter em conta a garantia de uma equipe maior e suprimentos essenciais e equipamentos de proteção. 

A passagem dos furacões Eta e Iota em 2020 fez apertar as medidas e ações para este ano, por haver países e territórios sofrendo as consequências da passada temporada de furacões. 

O diretor de Emergências da Opas lembrou que cerca 9,9 milhões de pessoas foram afetadas pelos desastres que causaram danos consideráveis à infraestrutura médica, especialmente em Honduras, na Guatemala, na Nicarágua e na Colômbia. 

Ciro Ugarte destacou que as tempestades do ano passado e a pandemia em curso fazem das atividades atuais de preparação e redução de risco “mais críticas do que nunca.” 

 

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