ONU alerta sobre dificuldades para refugiados e migrantes com chegada do inverno  
BR

9 junho 2021

Baixas temperaturas no Hemisfério Sul agravam situação das pessoas que enfrentam desemprego e dificuldade de assistência médica; mais de 2 milhões de refugiados e migrantes fugiram da Venezuela para países vizinhos. 

  

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, está preocupada com venezuelanos obrigados a fugir de suas casas por causa da crise no país. 

Segundo o Acnur, 2 milhões de venezuelanos vivem hoje abrigados em outras nações da região incluindo o Brasil.  

Alimentos 

Muitos enfrentam desemprego, falta de serviços de saúde e com a chegada do inverno no Hemisfério Sul, a situação tende a piorar. 

O alto número de casos e mortes por Covid-19 em países como Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Peru e Brasil é um outro motivo de preocupação.  

Migrantes cruzando a fronteira da Venezuela para Cúcuta, na Colômbia
Unicef/Santiago Arcos
Migrantes cruzando a fronteira da Venezuela para Cúcuta, na Colômbia

 

Os refugiados venezuelanos foram incluídos na resposta, mas a pressão sobre hospitais e outras instalações de saúde tem dificultado o tratamento. 

Os refugiados não têm recursos para enfrentar o inverno e muitas famílias reclamam da redução de alimentos. 

Asilo 

O representante do Acnur na América do Sul, Juan Carlos Murillo, agradece o apoio dos países e diz que é necessário mais suporte para atender os refugiados. 

Desde o início da crise na Venezuela, em 2015, pelo menos 5,4 milhões de pessoas tiveram que deixar o país. 

O Chile acolhe quase 10 mil refugiados e requerentes de asilo
Acnur/Cristian Campos
O Chile acolhe quase 10 mil refugiados e requerentes de asilo

 

Dados oficiais indicam que 800 mil pediram asilo a outras nações. 

Cerca de 2,5 milhões foram abrigados em outros países das Américas. 

O número de solicitações de asilo por parte de venezuelanos subiu 8.000% desde 2014. 

Ano passado, o Acnur fez um apelo de US$ 260,7 milhões para socorrer os venezuelanos. 

 

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