Portugal é destaque na campanha global “Serviço e Sacrifício” sobre forças de paz da ONU 
BR

9 junho 2021

País contribui, atualmente, com 201 homens e mulheres em quatro operações de paz pelo mundo; a maioria dos capacetes azuis portugueses atua na Missão da ONU na República Centro-Africana, Minusca. 

A atuação de Portugal nas operações de paz das Nações Unidas são o tema de uma campanha global “Serviço e Sacrifício” para homenagear países que contribuem com capacetes azuis ao redor do mundo. 

Desde 2019, 30 países contribuintes de tropas para ONU já foram homenageados incluindo Brasil, Alemanha, Índia, Paquistão, Itália, Camarões, Nigéria, Marrocos entre outros. 

Vida 

Desde 1948, mais de 1 milhão de homens e mulheres, de 125 países, serviram em 72 em operações de paz da organização. E mais de 4 mil boinas-azuis perderam a vida em ação. 

Em comunicado, o subsecretário-geral para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, agradeceu a Portugal por seu forte apoio, serviço e sacrifício de seu pessoal militar e policial em todo o mundo. 

Portugal fornece atualmente 201 pessoas a quatro operações de paz da ONU. 

A maior presença portuguesa está na Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana, Minusca, onde servem 188 homens e mulheres.  

O país também participa na Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, Unmiss, na Missão de Estabilização em Mali, Minusma, e na Missão de Verificação da ONU na Colômbia, Unvmc.  

A manutenção da paz da ONU requer unidades especializadas, como tropas de forças especiais, além de tropas de infantaria padrão. 

Reconhecimento 

Em mensagem, Lacroix disse que “a generosa contribuição de Portugal com tropas das forças especiais fortaleceu a capacidade de manutenção da paz da ONU para proteger as comunidades mais vulneráveis ​​na República Centro-Africana.” 

Lacroix contou que a ONU aprecia o serviço e o sacrifício dos portugueses que servem em ambientes perigosos e difíceis
ONU
Lacroix contou que a ONU aprecia o serviço e o sacrifício dos portugueses que servem em ambientes perigosos e difíceis

Ele afirmou que “as tropas portuguesas não só demonstraram uma forte postura militar, mas também serviram com carinho e compaixão pela população local, demonstrado pelo seu alcance às escolas e comunidades locais.” 

Lacroix contou que a ONU aprecia o serviço e o sacrifício dos portugueses que servem em ambientes perigosos e difíceis, separados dos seus entes queridos. 

Elevado profissionalismo 

“As tropas portuguesas têm demonstrado um elevado nível de profissionalismo e dedicação e estamos profundamente gratos pelo seu serviço continuado”, afirnou Lacroix. 

Portugal também faz parte da iniciativa do secretário-geral, António Guterres, Ação para a Manutenção da Paz, conhecida como A4P.  

A plataforma apela aos Estados-membros, ao Conselho de Segurança, aos países anfitriões, nações que contribuem com tropas e policiais, parceiros regionais e contribuintes financeiros a renovarem o coletivo compromisso com a manutenção da paz da ONU. 

Em fevereiro de 2020, havia 180 soldados portugueses de manutenção da paz da ONU destacados para a força de reação rápida da Minusca
Minusca/Leonel Grothe
Em fevereiro de 2020, havia 180 soldados portugueses de manutenção da paz da ONU destacados para a força de reação rápida da Minusca

Timor-Leste 

As forças portuguesas participam em operações de paz da ONU desde a década de 1990, servindo nos Bálcãs e em Timor-Leste, entre outras missões.  

A ONU destaca a presença de um batalhão português na Missão na República Centro-Africana, Minusca, que tem mais de 13,5 mil integrantes uniformizados. 

Ainda em 2021, a campanha “Serviço e Sacrifício” deve homenagear Eslováquia, Côte d’Ivoire, ou Costa do Marfim, Mauritânia e Sérvia.  

 

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